
Rogério Ceni assumiu a responsabilidade após o Bahia perder por 2 a 1 para o Cruzeiro na Arena Fonte Nova — quinta partida sem vitória — e reagiu às vaias da torcida. O time saiu na frente com pênalti de Luciano Juba, mas cedeu a virada; a pressão aumenta antes do duelo decisivo da Copa do Brasil contra o Remo.
Bahia perde para o Cruzeiro e Ceni admite cobrança da torcida
Rogério Ceni falou com franqueza após a derrota por 2 a 1 para o Cruzeiro, reconhecendo que os protestos da torcida são justificados diante do momento ruim do Bahia. A partida reforça a urgência de respostas imediatas: o time ainda não venceu na temporada e vê a confiança do torcedor se esvair.
O que aconteceu em campo
O Bahia abriu o placar com Luciano Juba, convertido de pênalti, e teve momentos de controle. O Cruzeiro, porém, cresceu na segunda etapa e virou com gols que exploraram falhas defensivas do Tricolor, principalmente nos minutos finais. Apesar de chances criadas pelo Bahia, a equipe não conseguiu segurar a vantagem nem reagir efetivamente após o empate adversário.

Em que ponto Ceni acertou — e errou
Ceni assumiu a responsabilidade pela derrota e relativizou as vaias como parte do futebol. Há mérito em reconhecer o direito do torcedor e em apontar equilíbrio no duelo, mas é preciso questionar a capacidade do time em transformar posse e oportunidades em ações defensivas sólidas nos momentos decisivos. A leitura tática sugere que o Bahia teve alternativas para fechar melhor o jogo, mas faltou compactação e atenção nos lances finais.
Impacto imediato: tensão e cobrança
A sequência sem vitórias amplia a pressão sobre comissão técnica e elenco. A reação da torcida na Arena Fonte Nova demonstra desgaste da relação clube-torcida e eleva a necessidade de mudanças práticas — não apenas retóricas — em treinos, leitura de jogo e talvez na montagem do time titular. Para Ceni, a resposta precisa ser concreta e rápida para restaurar confiança.
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Próximo desafio: Copa do Brasil contra o Remo
O foco agora é a partida de volta da Copa do Brasil, fora de casa, contra o Remo. No jogo de ida, o Bahia foi derrotado por 3 a 1, o que deixa o confronto de volta em Belém como um desafio complicado. É obrigatório melhorar a eficácia ofensiva e corrigir as falhas defensivas para ter qualquer chance real de reverter o placar agregado.
O que observar na preparação
A logística e a gestão de elenco serão decisivas: rotatividade para preservar fisicalidade, soluções táticas para atacar em bloco e evitar contra-ataques, e reforço nas transições defensivas. Ceni terá de equilibrar risco e pragmatismo — atacar com intensidade sem perder a proteção atrás.
O que pode acontecer a seguir
Se o Bahia não mostrar evolução imediata, a pressão sobre o técnico e o elenco tende a crescer, tanto nas arquibancadas quanto dentro do clube. Uma reação convincente contra o Remo poderia resgatar parte da confiança e adiar cobranças mais duras; o contrário, porém, alimentaria debates sobre mudanças mais profundas no projeto esportivo.
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