
Botafogo viveu extremos nesta sequência: goleado por 4-1 pelo Athletico Paranaense, a equipe mostrou fragilidades sérias na defesa; voltou ao Colosso do Subúrbio e venceu o Mirassol por 3-2, com atuações decisivas de Edenilson, Telles e Cabral. Apesar da vitória, as escolhas de Rodrigo Bellão e a lentidão da zaga permanecem como alertas urgentes para a temporada.
Resumo dos jogos: derrota contundente e reação imediata
Athletico Paranaense 4 x 1 Botafogo expôs uma equipe desorganizada e vulnerável nas transições defensivas. Dois dias depois, Botafogo 3 x 2 Mirassol trouxe recuperação no placar e momentos de futebol consistente, mas sem apagar os problemas estruturais.

Athletico Paranaense 4 x 1 Botafogo — onde tudo deu errado
Raul voltou a falhar em lances capitais e a insegurança do goleiro contaminou a linha defensiva. A dupla de zaga (Barboza e Bastos) teve atuações alarmantes: gafes que originaram gols e dificuldade em lidar com velocidade e bola aérea. No meio, Medina e Montoro não conseguiram dar fluidez; Santi foi discreto. Único alento foi Edenilson, que correu, marcou e anotou o gol de honra. Escalação com Cabral e Martins simultaneamente mostrou-se desequilibrada e permitiu superioridade numérica dos adversários.
Botafogo 3 x 2 Mirassol — sinais de ajuste e atores positivos
O time reviu peças e postura. Rodrigo Bellão foi mais assertivo ao recompor a mediana e autorizar contra-ataques verticais. Telles voltou a balançar as redes em cobrança de pênalti e foi importante ofensivamente; Edenilson foi a melhor função do meio-campo, com assistência e participação direta no terceiro gol; Cabral encerrou jejum ao marcar. Raul, apesar de algumas defesas, ainda não transmite confiança plena. Junior Santos teve sua melhor atuação, participando ativamente do gol decisivo.
Avaliação de peças-chave
Goleiro
Raul: inconstante. Alterna boas intervenções com falhas que custam caro. O clube precisa de estabilidade na meta.
Defesa
Barboza e Bastos: lentidão e erros de posicionamento. Justino, quando acionado, ofereceu mais segurança e personalidade. A zaga é a prioridade de correção.
Meio-campo
Edenilson: destaque claro — intensidade, assistências e contribuição defensiva. Medina tem talento, mas falta entrosamento; Montoro perdeu ritmo e caiu no banco.
Ataque
Cabral e Junior Santos: Cabral reapareceu com gol importante; Junior mostrou mobilidade e presença. Ainda falta contundência de referência na área em partidas decisivas.
Análise tática e decisões de Rodrigo Bellão
Bellão oscilou entre escolhas contestáveis (escalar Cabral e Martins juntos) e ajustes inteligentes (recuar um "5" e priorizar verticalidade contra o Mirassol). A leitura de jogo contra Mirassol foi mais eficaz, mas a necessidade de proteger a defesa com um volante recuperador e laterais mais sólidos é evidente. O treinador tem sinais de capacidade ajustativa, mas precisa corrigir esquemas que deixam a equipe exposta.
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O que isso significa para a sequência da temporada
A vitória sobre o Mirassol alivia o ambiente e dá confiança, mas não resolve a fragilidade defensiva que pode custar pontos em competições mais relevantes. Botafogo precisa: - Reforçar a proteção à zaga, seja com ajuste tático ou reforços; - Definir um goleiro que transmita segurança; - Consolidar Edenilson como motor do meio-campo e explorar a velocidade por fora. Sem essas correções, os momentos de futebol positivo serão intermitentes e insuficientes para objetivos maiores.
Conclusão
A sequência mostra um Botafogo com potencial ofensivo pontual, liderado por Edenilson e com retornos importantes como o gol de Cabral, mas preso a uma defesa suscetível e decisões táticas que exigem revisão. A equipe venceu uma batalha, mas a guerra por recuperação de forma e estabilidade defensiva está apenas começando.
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