
Boca Juniors avançou às oitavas da Copa Sul-Americana ao superar o O'Higgins nos pênaltis em Rancagua, apesar da derrota por 1-0 no tempo regulamentar. Álvaro Montero foi decisivo nas cobranças e Lautaro Blanco converteu a penalidade que selou a classificação dos argentinos.
Boca avança às oitavas da Copa Sul-Americana após disputa de pênaltis
O'Higgins 1 x 0 Boca Juniors (Boca vence nos pênaltis) — El Teniente, Rancagua, 30/07/2026. O resultado garante ao Boca vaga nas oitavas de final da Copa Sul-Americana, onde enfrentará o Recoleta.
Decisão no sufoco: o que aconteceu
O'Higgins venceu por 1 a 0 no tempo regulamentar, com gol de Francisco González aos 27 minutos do segundo tempo. Mesmo inferior em eficiência ofensiva, Boca levou a definição para os pênaltis graças ao empate no agregado. Nas cobranças, Álvaro Montero foi protagonista ao defender uma penalidade crucial; Lautaro Blanco converteu a decisão que carimbou a classificação boquense.
Como o gol surgiu
O tento de González veio de uma sequência originada em uma cobrança de lateral. Nicolás Figal desviou priorizando a própria defesa e a bola acabou sobrando para González, que finalizou com força e venceu Montero. O gol mostrou vulnerabilidade de Boca em bola parada e ressaltou a capacidade de O'Higgins de explorar erros adversários.

Análise tática: Boca sem fluidez, O'Higgins aproveitando espaços
Nos primeiros 15 minutos Boca tentou jogo de altíssima pressão e circulação rápida, com incursões pelo flanco esquerdo. A iniciativa inicial, porém, não se traduziu em oportunidades claras. O'Higgins ajustou-se taticamente, equilibrou o duelo no meio e passou a controlar o ritmo pelo volume de disputas e transições diretas.
A partir do erro defensivo de Boca, o panorama mudou: O'Higgins ganhou confiança e soube jogar com a vantagem territorial, enquanto o visitante dependia de lampejos individuais e de investidas isoladas. No final, o confronto virou uma batalha física, com mais duelos do que jogo ofensivo vistoso.
Individualidades que pesaram
Álvaro Montero foi a figura mais determinante para Boca: defesas importantes durante a partida e intervenção decisiva nas penalidades. Do lado chileno, González teve presença ofensiva ao aproveitar a oportunidade criada a partir do erro rival. Em Boca, faltou melhor articulação no último terço e mais agressividade coletiva para furar a defesa adversária.
Penaltis e drama: por que Boca saiu por cima
A disputa por pênaltis manteve o clima de tensão do jogo. O'Higgins teve ocasiões desperdiçadas — incluindo uma cobrança por cima do gol — enquanto Boca mostrou mais eficiência nas batidas, com a cobrança convertida de Lautaro Blanco sendo aquela que selou o avanço. A atuação de Montero no momento decisivo fez a diferença e compensou a atuação coletiva irregular do time visitante.
O que significa para Boca e para O'Higgins
Para o Boca, a classificação é respiro e demonstra capacidade de sobreviver em confrontos eliminatórios mesmo quando o futebol coletivo não engrena. A vaga contra o Recoleta será um teste para saber se a equipe consegue ajustar criação ofensiva sem perder solidez defensiva. Para o O'Higgins, a derrota nos penais amarga um jogo no qual se mostrou competitivo e eficaz em explorar erros adversários; os chilenos deixam claro que podem complicar rivais quando jogam com intensidade e organização.
Próximos passos
Boca agora foca na preparação para as oitavas contra o Recoleta. Ajustes no último terço e mais consistência defensiva nas bolas paradas serão prioridades. O'Higgins sai de Rancagua com a sensação de oportunidade perdida, mas com elementos táticos que podem ser lapidados pelo técnico Lucas Bovaglio para a sequência do calendário nacional.
Dados do jogo
Local: El Teniente, Rancagua (CHI). Árbitro: Wilmar Roldán. Cartões amarelos: Avilés, Faundez, Lozano, Figal, Paredes, Flores.
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