
Carlos Alcaraz, número 2 do mundo, anunciou que ficará fora de Wimbledon por causa de uma tenossinovite no pulso direito, abrindo mão também do torneio de Queen's enquanto prioriza a recuperação. A ausência do espanhol, que abandonou em Barcelona e já venceu o Aberto da Austrália e o ATP 500 de Doha em 2026, redesenha o quadro da grama e gera dúvidas sobre o retorno ainda nesta temporada.
Alcaraz desiste de Wimbledon por tenossinovite no pulso direito
Carlos Alcaraz confirmou que não disputará Wimbledon, agendado para 29 de junho a 12 de julho, devido a uma tenossinovite que afeta os tendões na região do polegar e compromete o pulso direito. O espanhol também desistiu do ATP de Queen's, tradicional preparação em grama.
Quando e como a lesão apareceu
A última partida de Alcaraz ocorreu no ATP 500 de Barcelona, em abril, quando abandonou nas oitavas de final contra Tomas Machac por causa do problema no pulso direito. Desde então, a equipe do tenista vinha monitorando a evolução clínica e optou por evitar a competição em superfície de grama até a recuperação estar consolidada.

O que o próprio jogador disse
Alcaraz afirmou que a recuperação está progredindo e que se sente melhor, mas que ainda não está pronto para competir. A decisão prioriza a reabilitação e a preservação do pulso frente ao risco de agravar a tenossinovite.
Impacto imediato no circuito e no torneio
A ausência de Alcaraz altera o cenário competitivo de Wimbledon: elimina um dos principais nomes do início de temporada e abre espaço para outros candidatos na chave. Para o espanhol, perder a grama significa renunciar a oportunidades de somar pontos e ritmo em uma superfície que exige preparo físico e adaptação técnica diferentes do piso duro e do saibro.
Como isso se encaixa na temporada de 2026
Apesar do recuo na grama, Alcaraz já colecionou resultados expressivos em 2026, incluindo o título no Aberto da Austrália e no ATP 500 de Doha. A estratégia agora é consolidar a recuperação para retomar a temporada sem precipitações, com foco em preservar a longevidade e o rendimento nas competições futuras.
Análise: por que a pausa faz sentido
Optar pela recuperação antes de forçar o retorno é, do ponto de vista médico e esportivo, a decisão mais prudente. Tenossinovites podem se cronificar se submetidas a esforços repetitivos sem descanso adequado. Para um jogador com o calendário carregado e grandes responsabilidades de resultado, evitar um agravamento agora pode salvar semanas ou meses de recuperação posteriormente.
O que esperar a seguir
A prioridade será o trabalho de fisioterapia e treino gradual do punho direito. A equipe de Alcaraz deverá atualizar a situação nas próximas semanas; o retorno competitivo dependerá da resposta ao tratamento e do calendário de pontos a defender. Enquanto isso, Wimbledon segue sem um dos seus principais astros, e a temporada de grama ganha contornos diferentes sem o espanhol.
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