
CRB venceu o Náutico por 2 a 1 no Rei Pelé, com Mikael abrindo de pênalti e Dadá Belmonte decidindo; vitória de Fábio Matias alivia momentaneamente, mas a segunda pior defesa da Série B — 32 gols sofridos — mantém o time fora do G6 e expõe risco real às ambições de acesso.
CRB supera Náutico, mas fragilidade defensiva segue em evidência
CRB 2 x 1 Náutico abriu a 18ª rodada da Série B com gol de Mikael, de pênalti, e o tento da vitória marcado por Dadá Belmonte, depois de Kauã Maranhão empatar para os visitantes. Crystopher também participou ativamente da etapa ofensiva, ajudando a construir a jogada que terminou no gol decisivo.
A vitória no Rei Pelé valeu a primeira no comando de Fábio Matias e deu fôlego imediato ao clube alagoano. Ainda assim, o resultado escancara a contradição que persegue o time: ataque explosivo e defesa permeável.
Estatísticas que explicam a luta do CRB na tabela
Mikael chega a 12 gols na Série B, isolado na artilharia, enquanto o CRB divide a melhor campanha ofensiva com 28 gols — ao lado do Novorizontino. Apesar disso, a defesa já foi vazada 32 vezes em 18 partidas, sendo a segunda pior da competição.
No momento o CRB soma 23 pontos e ocupa a 12ª colocação, cinco pontos acima da zona de rebaixamento e oito pontos abaixo do G6. A distância curta tanto para o Z4 quanto para a briga pelo acesso demonstra o equilíbrio e a inconstância da equipe.

Por que isso importa
Ter o artilheiro e produzir tanto não garante evolução na tabela quando a equipe cede gols com frequência. A disparidade entre eficiência ofensiva e instabilidade defensiva limita as ambições: sem correções, os gols de Mikael podem servir apenas para garantir permanência, não uma disputa de acesso.
A vitória sobre o Náutico mostrou caráter e qualidade individual, mas também deixou claro que as vitórias sustentáveis na Série B exigem consistência atrás. Times do meio da tabela, com defesas sólidas, costumam transformar resultados isolados em campanhas regulares.
O que o técnico precisa ajustar
A solução passa por ajustes táticos e de postura defensiva: compactação entre linhas, maior atenção a transições e organização em bolas paradas. Avaliar combinações entre zagueiros e laterais, além de equilíbrio entre pressão alta e proteção do setor defensivo, será decisivo nas próximas semanas.
A administração de minutos de Mikael e Crystopher também é importante: proteger o sistema sem neutralizar a criação ofensiva é o desafio que Fábio Matias tem pela frente.
Próximo passo: teste duro no Castelão
O CRB enfrenta o Ceará na Arena Castelão na próxima quarta-feira (22), às 19h30 (horário de Brasília). Será um termômetro para medir se as correções defensivas foram implementadas e se o time consegue transformar poder de fogo em regularidade.
Se a equipe mantiver o equilíbrio entre ataque e defesa, pode subir rumo ao G6. Caso contrário, a temporada tende a se transformar em um esforço para evitar o Z4, com pouco espaço para ambições maiores.
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