
Davide Ancelotti fechou a temporada com 14 vitórias, 11 empates e uma sequência de 10 jogos sem derrota, sugerindo que o Botafogo pode ser aposta estável em mercados como "não perde" ou "ambas marcam" contra adversários médios; contudo, a irregularidade em clássicos e oscilações táticas elevam o risco em apostas contra rivais tradicionais.
Davide Ancelotti fecha temporada no Botafogo entre avanços e dúvidas
Davide Ancelotti desembarcou no Botafogo em julho de 2025 com a missão de dar novo rumo depois da saída de Renato Paiva. A primeira experiência do treinador italiano à frente de um clube profissional trouxe desconfianças, oscilações táticas e críticas da torcida, mas a temporada terminou em alta, garantindo-lhe confiança interna para a próxima temporada — ainda que a diretoria não tenha decidido sobre sua permanência.
Análise dos números
Estatísticas gerais
Ao todo, Ancelotti comandou o Botafogo em 32 partidas, com 14 vitórias, 11 empates e 7 derrotas. A equipe marcou 48 gols e sofreu 35. A campanha incluiu uma sequência expressiva de 10 jogos invictos (5 vitórias e 5 empates), mesmo enfrentando lesões de peças importantes do elenco.
Sequência de invencibilidade e contexto
A série sem derrotas serviu como principal argumento a favor do trabalho do técnico, mostrando capacidade de recuperação e consistência em certos momentos. No entanto, a equipe também sofreu com oscilações na postura e na formação, o que gerou críticas pontuais da torcida após partidas em que o futebol apresentado ficou aquém das expectativas.
Invencibilidade de quase dois meses e bom trabalho com jovens faz Davide terminar ano em alta
Desempenho em clássicos e competições eliminatórias
Clássicos
Nos clássicos, Ancelotti teve aproveitamento abaixo do esperado: em cinco duelos, venceu apenas um, empatou dois e perdeu dois. Os empates ocorreram contra o Vasco e resultaram em eliminação na Copa do Brasil, refletindo a falta de definição em partidas de maior pressão.
Libertadores e Copa do Brasil
O Glorioso caiu nas oitavas de final da Libertadores diante da LDU, encerrando a campanha continental mais cedo do que a torcida desejava. As eliminações em mata-matas evidenciaram fragilidades em momentos decisivos da temporada.
Momentos de turbulência
Um exemplo das críticas ao treinador ocorreu após o empate por 3 a 3 com o Mirassol, no Nilton Santos, quando torcedores pediram a demissão e protestaram com gritos de "time sem vergonha". A irregularidade na entrega e as mudanças na espinha dorsal da equipe foram motivos constantes de questionamento.

Futuro do treinador e vínculo contratual
Davide Ancelotti tem contrato válido até o próximo ano. Internamente a diretoria ainda não decidiu sobre a continuidade no comando técnico. Existe um acordo que poderia liberá‑lo para integrar a comissão técnica da seleção brasileira ao lado do seu pai, Carlo Ancelotti, mas Davide já afirmou não ter contrato com a CBF no momento.
Conclusão e perspectivas
O balanço da temporada apresenta elementos positivos — recuperação e sequência invicta —, mas também sinais de alerta, como rendimento fraco em clássicos e oscilações táticas. Para a próxima temporada, o desafio será transformar a reação final em padrão consistente, definir uma base titular e manter o elenco saudável para competir em todas as frentes. Essas variáveis também são decisivas para quem avalia o Botafogo nas apostas: segurança em mercados de “não perde” em confrontos regulares, mas cautela em clássicos e decisões eliminatórias.
Terra



