
Gabigol foi expulso por um gesto obsceno dois minutos após marcar na vitória do Santos sobre o Vitória na Vila Belmiro, tornando-se a quarta expulsão por esse motivo no futebol brasileiro em 2026 — todas confirmadas após revisão do VAR, em tendência que aumenta o escrutínio disciplinar sobre jogadores.
Gabigol expulso após gesto obsceno; é a quarta vez no Brasileirão 2026
Aos 59 minutos da partida entre Santos e Vitória, o camisa 9 do Santos fez um gesto considerado obsceno em direção a um setor da arquibancada e recebeu cartão vermelho direto após revisão do VAR. O episódio, que ocorreu dois minutos depois do terceiro gol santista, ofuscou a vitória por 3 a 1 na Vila Belmiro e adicionou mais um capítulo a uma sequência de punições semelhantes no Campeonato Brasileiro.
O lance e a intervenção do VAR
O árbitro não puniu o ato no lance, mas foi chamado a rever as imagens no monitor. Após checagem do vídeo, aplicou o cartão vermelho direto. A expulsão interrompeu uma noite em que Gabigol chegou a 98 gols pelo Santos, ficando a dois do centésimo tento com a camisa alvinegra.
Série de expulsões por gestos obscenos em 2026
O caso de Gabigol é o quarto registrado no futebol brasileiro em menos de dois meses. Em 2 de abril, Allan, do Corinthians, foi expulso por um gesto similar após discussão em partida contra o Fluminense. Em 12 de abril, André, também do Corinthians, recebeu vermelho no clássico contra o Palmeiras por um gesto dirigido a adversários. Em 24 de maio, Jajá, do Remo, foi expulso ainda no primeiro tempo por comportamento semelhante contra um defensor do Athletico-PR.
VAR como fator decisivo
Em todos esses episódios, a atuação do VAR foi determinante para transformar inicialmente decisões de campo em expulsões. A sequência evidencia que o uso da tecnologia tem elevado o padrão de revisão, diminuindo margens para gestos que antes poderiam passar sem punição.

Casos próximos: análises sem expulsão e decisões disciplinares
Nem todo gesto analisado resultou em cartão. Na 15ª rodada, o gesto de Bobadilla, do São Paulo, foi revisado e a arbitragem entendeu que não houve contato com as partes íntimas, mantendo a decisão de campo. Já o caso de Paulinho, do Palmeiras, chegou ao tribunal disciplinar, mas o atacante foi absolvido pela Quarta Comissão Disciplinar. Esses episódios mostram que cada lance é avaliado caso a caso, mas que a margem de tolerância diminuiu.
Impacto para o Santos e para Gabigol
Além de perder Gabigol para os próximos jogos por conta da expulsão — o que deve acarretar suspensão automática a ser confirmada pela comissão disciplinar — o Santos vê uma notícia negativa ofuscar uma atuação ofensiva eficaz. A contagem de gols do jogador segue em destaque, mas a disciplina em campo passa a ser alvo de atenção para a comissão técnica.
O que essa tendência diz sobre o futebol brasileiro
A repetição de expulsões por gestos obscenos aponta dois vetores: maior rigidez na aplicação das regras e a insistência em comportamentos de alto risco por parte de alguns atletas. Do ponto de vista disciplinar, a consistência do VAR melhora a integridade das decisões; do ponto de vista da imagem do esporte, escândalos recorrentes prejudicam a percepção pública. Clubes e jogadores precisam ajustar condutas, sob risco de perder peças-chave em momentos decisivos.
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Possíveis desdobramentos
Espera-se que federações e clubes reforcem orientações sobre comportamento e que comissões disciplinares mantenham a postura rigorosa. Para o jogador, além da suspensão, há implicações reputacionais e gestão de carreira a considerar. Para o torcedor e para o Brasileirão, a balança entre uso do VAR e gestão de emoções em campo seguirá sendo tema central.
Terra

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