
Zubeldía admite mudança tática no Fluminense: com Lucho Acosta em recuperação, Kevin Serna e Yeferson Soteldo brigam por vaga entre os titulares, enquanto Savarino ou Paulo Henrique Ganso podem assumir a armação. A decisão ganha peso para a terceira rodada do Grupo C da Copa Libertadores, contra o Bolívar, em La Paz.
Disputa pelas pontas define opções do Fluminense antes de La Paz
Luis Zubeldía deixou claro que o setor ofensivo do Fluminense é prioridade tática, especialmente com Lucho Acosta fora por lesão. A segunda linha de ataque virou uma competição direta entre Kevin Serna e Yeferson Soteldo, e a escolha de cada um repercute na movimentação de Savarino e na possível entrada de Paulo Henrique Ganso como articulador.

O cenário após a vitória sobre a Chapecoense
Na partida contra a Chapecoense, Zubeldía começou com Serna e optou por trocar pelo experiente Soteldo ao longo do segundo tempo. A mudança não foi apenas física: o treinador explicou as diferenças técnicas entre os atacantes, evidenciando um plano de jogo pensado para características específicas do adversário.
"Serna é um jogador mais de situações de espaço e de um contra um. Em uma linha de cinco mais baixa, isso faz com que os extremos tenham dois jogadores. Entendemos que simplesmente é um jogo para as características do Soteldo, porque é mais de espaço curto e drible no espaço curto, de dribles. É um jogador que tem presença de área. Nos parecia que a partida estava para o Soteldo. Se tivéssemos tido um gol no primeiro tempo, me parece que a continuidade de Serna estaria assegurada, porque conseguiríamos abrir mais o jogo e ter mais espaço para seguir atacando."
O que cada opção oferece ao time
Serna traz capacidade de exploração do espaço e do 1v1, útil contra defesas que deixam corredores abertos. Soteldo propõe jogo de espaço curto, dribles curtos e mobilidade dentro da área, mais adequado quando o adversário compacta o bloco. Savarino recuado como armador agregaria verticalidade e chegada pela meia, enquanto Ganso oferece leitura de jogo e passe em profundidade, ainda que sem a mesma dinâmica física.
Implicações táticas para o duelo na altitude
A partida contra o Bolívar, na altitude de La Paz, impõe variáveis físicas e de controle de bola. A tendência é que Zubeldía priorize equilíbrio entre manutenção de posse e opções de ruptura. A escolha entre Serna e Soteldo não é apenas por estilo, mas por como o time pretende lidar com o rival e com a dificuldade da altitude.
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Por que a decisão importa
A variável mais relevante é a capacidade de criar penetrações em espaços reduzidos. Se o Fluminense esperar por mais compactação do Bolívar, Soteldo pode ser a peça que desequilibra. Se o plano for esticar o jogo e explorar laterais, Serna parecerá mais indicado. A presença de Ganso como alternativa indica que Zubeldía não descarta fechar o meio com controle e experiência para administrar o jogo em condições adversas.
Próximos passos e expectativa
Zubeldía deve definir a escalação final nos treinos que antecedem a viagem a La Paz. A escolha entre Serna e Soteldo revela uma filosofia de treinador pragmático: buscar soluções compatíveis com cada cenário, sem apego a um único modelo. Para o torcedor, a notícia é positiva: há opções claras e complementares no elenco, e o treinador parece disposto a ajustar detalhes em função do adversário e das condições do jogo.
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