
Mirassol surpreendeu no Beira-Rio e venceu o Internacional por 2 a 1 na 12ª rodada do Brasileirão, com gols de Lucas Oliveira e André Luis; Alan Patrick descontou. A derrota evidencia escolhas táticas contestáveis de Paulo Pezzolano, falhas defensivas e insegurança na meta, deixando o Inter em 14º lugar, a apenas um ponto do Z4.
Internacional cai em casa para Mirassol e vê sinais de alerta
Internacional 1–2 Mirassol: resultado que complica mais do que aparenta. O Beira-Rio, que deveria ser fortaleza, tornou-se cenário de mais uma performance abaixo do esperado. A vitória do time paulista expõe problemas estruturais do atual elenco colorado, com improvisações defensivas e dificuldades na recomposição.
Como o jogo foi decidido
Mirassol abriu vantagem com Lucas Oliveira e ampliou com André Luis; Alan Patrick marcou para o Inter, mas foi tarde demais. O primeiro gol nasceu de um posicionamento falho: Bruno Gomes, improvisado por Paulo Pezzolano na lateral-esquerda, e a atuação insegura de Braian Aguirre pela direita foram explorados no sentido ofensivo do adversário. A entrada de Anthoni no lugar de Rochet não trouxe confiança à defesa nos momentos decisivos.

Tática e decisões de Pezzolano sob crítica
Pezzolano apostou em soluções improvisadas que saíram caras. Colocar um volante como Bruno Gomes na lateral deixou espaço nas costas e expôs fragilidade no corredor esquerdo. A opção por Braian Aguirre na direita, apesar de sua capacidade ofensiva, comprometeu o equilíbrio defensivo no lance do primeiro gol. No gol de empate perdido, a insegurança do goleiro substituto aumentou a sensação de desorganização.
Impacto na campanha do Brasileirão
Com a derrota, o Internacional soma 13 pontos e ocupa a 14ª posição, a apenas um ponto do Z4. Em casa, o retrospecto assusta: quatro derrotas em sete jogos e apenas 23,8% de aproveitamento como mandante. A campanha geral — cinco pontos em 21 disputados — confirma que o time ainda não encontrou consistência nem identidade tática no campeonato.
Comparativo recente
O Inter vinha de uma série de invencibilidade, enquanto Mirassol quebrava ciclo de derrotas. A vitória paulista mostra que times chamados de “menores” podem explorar indecisões e falta de compactação de equipes grandes, especialmente quando jogam sem confiança coletiva.
O que muda e o que esperar
A curto prazo, a pressão aumenta: o próximo compromisso é contra o Botafogo, no Engenhão — partida que exigirá ajustes rápidos para evitar maior aproximação da zona de rebaixamento. Antes, o Internacional tem confronto pela Copa do Brasil, ida contra o Athletic no Orlando Scarpelli, que servirá de teste para opções de elenco e para recuperar a confiança.
O que o clube precisa corrigir
Reforçar a estabilidade defensiva, evitar improvisações que fragilizem laterais e decidir com clareza a questão do goleiro titular são prioridades. Recuperar a confiança coletiva e readquirir controle do meio-campo também serão determinantes para transformar o Beira-Rio novamente em vantagem competitiva.
Conclusão: alerta ligado
A derrota para o Mirassol é mais que um tropeço isolado: é sinal de um projeto ainda em construção, que requer respostas rápidas do técnico e comprometimento maior dos jogadores. Se não houver correções táticas e psicológicas, a temporada corre risco de desandar em vez de evoluir.
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