
Leonardo Jardim considerou a derrota por 3 a 0 para o Red Bull Bragantino inaceitável, citando a expulsão direta de Pulgar e um Flamengo “estático” como fatores decisivos. O técnico cobrou controle emocional e mudanças táticas imediatas após sua primeira derrota no comando.
Jardim aponta expulsão de Pulgar e falta de mobilidade como causas da derrota
Leonardo Jardim não escondeu a frustração após o revés por 3 a 0 em Bragança Paulista. Para o treinador, a expulsão direta de Pulgar prejudicou o Flamengo, mas o problema mais amplo foi a previsibilidade e a estática do time, que facilitou os duelos e as ações do Red Bull Bragantino desde o primeiro tempo.
Expulsão e controle emocional
A expulsão do chileno foi tratada por Jardim como um erro evitável. O técnico reconheceu o temperamento quente de Pulgar, mas enfatizou que o controle emocional é requisito básico para jogadores de alto nível. Mesmo com o placar já em 2 a 0, o cartão vermelho deixou o Flamengo sem alternativas táticas e comprometeu qualquer tentativa de reação.
O que isso significa
Perder um jogador por indisciplina obriga o treinador a remodelar a partida e reduz as opções no banco. Além do impacto imediato, a expulsão expõe uma fragilidade comportamental que pode custar pontos cruciais se não for corrigida.
Time "estático": análise tática de Jardim
Jardim foi direto ao avaliar o desempenho coletivo: o Flamengo esteve muito previsível, sem ligações claras entre setores durante as fases de construção. O adversário venceu a maioria dos duelos físicos e ofereceu poucos tiros, mas dois deles resultaram em gols de alta qualidade. A ausência de mobilidade e pressão entre linhas tornou a equipe vulnerável.

Substituições e tentativa de reação
Na segunda etapa, o técnico mexeu no ataque para buscar mais movimentação e superioridade em certas zonas. A alteração começou a mostrar reação, mas foi anulada pela expulsão. A avaliação de Jardim sugere que o problema não foi apenas individual, mas estrutural: os jogadores não cumpriram a exigência de disponibilidade e agressividade com bola.
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Implicações imediatas e o que pode mudar
Jardim deixou claro que espera outra postura dos jogadores do Flamengo — mais agressividade com bola, mobilidade e melhor ocupação das linhas. A equipe precisa trabalhar transições, links entre setores e disciplina para evitar cartões que prejudiquem o rendimento coletivo. A expulsão também impõe um desfalque num momento em que a margem de erro é pequena.
Próximos passos — análise
Como treinador, Jardim tem duas frentes para atacar: ajustar mecanismos táticos para recuperar mobilidade e reforçar a gestão emocional do elenco. A resposta nas próximas partidas dirá se o discurso se traduz em mudanças práticas. Para recuperar a identidade que o clube exige, será necessário trabalho técnico e mental — e uma atitude mais assertiva dentro de campo.
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