
McLaren levará uma asa traseira experimental apelidada de "Macarena" aos treinos livres do GP da Áustria no Red Bull Ring, tornando-se a terceira equipe — após Ferrari e Red Bull — a testar o conceito em pista. A iniciativa mira reduzir arrasto nas retas e recuperar performance em 2026; a equipe de Woking encara o ajuste com cautela, mas vê a pista austríaca como oportunidade para medir ganhos reais.
McLaren testa asa traseira "Macarena" nos treinos do GP da Áustria
A McLaren confirmou que colocará em pista uma asa traseira experimental durante os treinos livres do Grande Prémio da Áustria, no Red Bull Ring. A solução, conhecida nos bastidores como "Macarena", já passou pela Ferrari e pela Red Bull e busca reduzir o arrasto ao alternar configurações aerodinâmicas. O objetivo imediato é ganhar velocidade nas retas sem sacrificar a estabilidade nas curvas.
O que é a asa "Macarena" e por que surgiu em 2026
As mudanças regulatórias de 2026 deram margem para sistemas aerodinâmicos ativos substituírem o DRS tradicional. A "Macarena" destaca-se por um flap traseiro com rotação mais acentuada, permitindo uma configuração de menor resistência em retas e maior carga em zonas de curva. Equipes que já testaram o conceito procuram equilibrar ganhos de velocidade com consistência de comportamento do carro.
Como a McLaren pretende avaliar o dispositivo no Red Bull Ring
Neil Houldey, diretor técnico de engenharia aplicada, descreveu o pacote para a etapa austríaca como relativamente discreto, mas parte de uma evolução contínua do MCL40. "Estamos sempre procurando refinamentos que adicionem desempenho e tempo de volta ao carro", afirmou Houldey, indicando que a asa será avaliada durante as sessões de sexta-feira. Rob Marshall, chefe de design, reforça a cautela: copiar soluções rivais não garante sucesso automático e exige testes em túnel de vento e CFD antes da implementação plena.

Contexto técnico e histórico
Cada carro reage de forma diferente a soluções aerodinâmicas, por isso a McLaren privilegia dados e validação incremental. Marshall lembra precedentes na F1 em que inovações se tornaram replicáveis — como os difusores que foram adotados por todo o grid no passado — mas destaca que nem toda ideia se adapta ao caráter do MCL40. A avaliação em pista terá de confirmar se os ganhos em retas compensam eventuais mudanças no comportamento do carro nas zonas lentas.
O que isso significa para a McLaren na temporada 2026
A McLaren ainda busca a primeira vitória em 2026, apesar de entrar no fim de semana com lembranças positivas do circuito austríaco — Lando Norris venceu em Spielberg em 2025. Se a asa "Macarena" entregar ganhos mensuráveis, pode reduzir a diferença para líderes como Red Bull e Ferrari e abrir novas opções de setup para corridas de alta velocidade. Caso contrário, a equipe terá que decidir entre refinar o conceito ou seguir caminhos alternativos de desenvolvimento.
Riscos, expectativas e próximos passos
O teste é realista: esperar resultados definitivos após um único fim de semana seria prematuro. A McLaren precisa integrar a peça ao equilíbrio geral do carro, validar confiabilidade e avaliar sensibilidade a diferentes condições de pista e tráfego. Se os dados forem positivos, a asa poderá evoluir para configurações de corrida; se não, servirá como aprendizado técnico para direcionar o desenvolvimento.
Resumo para acompanhar no fim de semana
Fique atento às sessões de treino livre de sexta-feira no Red Bull Ring para os primeiros indícios de performance da asa "Macarena". Os dados de velocidade em reta, degradação de pneus e comportamento em mudanças de direção serão cruciais para julgar o sucesso do experimento. Para a McLaren, é um teste de pragmatismo técnico: ousar o suficiente para recuperar terreno, mas sem comprometer a coerência do pacote de performance.
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