
Minas venceu o Osasco por 3 a 2, em virada dramática na Arena UniBH, e garantiu vaga na final da Superliga Feminina de Vôlei 2025/26. Hilary Johnson foi crucial na virada, Bianca Cugno foi a maior pontuadora com 32 pontos, e Julia Kudiess confirmou presença com bloqueios decisivos antes de se despedir rumo ao vôlei italiano.
Minas avança à final da Superliga Feminina de Vôlei
Minas Gerdau derrotou Osasco São Cristóvão Saúde por 3 sets a 2 (22-25, 25-18, 25-22, 13-25, 15-12) na Arena UniBH, em Belo Horizonte, e assegurou a vaga na final da Superliga Feminina 2025/26. A classificação confirma a força do elenco mineiro em jogos de alta pressão e aumenta a expectativa para a decisão marcada para 3 de maio, no ginásio do Ibirapuera, contra o vencedor de Sesc RJ Flamengo x Dentil Praia Clube.
Como a partida se desenrolou
Osasco largou melhor, dominou o primeiro set com a organização de Camila Brait e as pontuações de Bianca Cugno, e fez Minas sofrer na recepção. No segundo set Minas ajustou a virada de bola; a canadense Hilary Johnson cresceu no ataque e na confiança, permitindo ao time empatar. No terceiro set o técnico do Minas arriscou com duas opostas em quadra, entrada de Tifanny no Osasco virou o jogo momentaneamente, mas Minas foi mais eficiente nos contra-ataques e fechou. Osasco reagiu no quarto set pressionando no saque e forçando erros mineiros para levar a decisão ao tie-break. No quinto set Minas mostrou superioridade no bloqueio, com Thaisa e Julia Kudiess anulando ataques adversários, e fechou a vaga com um ataque pelo meio de Kudiess.

Destaques individuais
Bianca Cugno foi a maior pontuadora do jogo com 32 pontos (28 de ataque, 2 de saque e 2 de bloqueio), mantendo Osasco competitivo até o final. Hilary Johnson terminou com 22 pontos e foi determinante na virada do Minas, sobretudo nas transições ofensivas. Julia Nowicka, levantadora polonesa do Minas, comandou bem a distribuição e ofereceu regularidade ao jogo mineiro. Julia Kudiess teve papel decisivo no bloqueio e viveu uma atuação simbólica antes da transferência ao vôlei italiano na próxima temporada.
Análise: por que a classificação do Minas importa
A vitória de Minas reafirma a capacidade do time de controlar os momentos decisivos contra adversários fisicamente semelhantes. A alternância entre opostas e a aposta de Lorenzo Pintus em variações ofensivas deu resultado: Minas soube explorar falhas de recepção e transformar contra-ataques em pontos. Para Osasco fica a leitura de que a equipe tem recursos, mas precisa de mais consistência nos momentos finais; a dependência do volume ofensivo de Cugno e das soluções da rede exigirá ajustes táticos no próximo ciclo.
O que vem a seguir
Minas aguarda o adversário da final, que sairá do confronto entre Sesc RJ Flamengo e Dentil Praia Clube, ainda hoje no Maracanãzinho. A decisão está marcada para 3 de maio, às 10h, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo — um palco que exige controle emocional e profundidade de elenco, pontos em que Minas demonstrou competência nesta semifinal.
Escalações
GERDAU MINAS: Julia Nowicka; Khaletskaya; Thaisa; Julia Kudiess; Pri Daroit; Hilary Johnson; Nyeme (líbero). Entraram: Fran, Glayce, Larissa, Ana Rudiger. Técnico: Lorenzo Pintus. OSASCO SÃO CRISTÓVÃO SAÚDE: Jenna Gray; Bianca Cugno; Larissa; Mayhara; Caitie Baird; Maiara Basso; Camila Brait (líbero). Entraram: Sophia, Marina Sioto, Tifanny, Maira, Valquíria. Técnico: Luizomar de Moura.
Fatos e números
Placar final: 3–2 para Minas (22-25, 25-18, 25-22, 13-25, 15-12). Maior pontuadora: Bianca Cugno (Osasco) — 32 pontos. Destaque do vencedor: Hilary Johnson — presença ofensiva e regularidade decisivas.
Conclusão
Minas sai da semifinal com méritos táticos e profundidade de elenco; a combinação de bloqueio atento e contra-ataque eficiente será chave na final. Osasco deixa a competição com talento e momentos de alto rendimento, mas ainda com questões de consistência a resolver se quiser voltar a decidir títulos no curto prazo.
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