
Neymar foi eliminado cedo na etapa de No‑Limit Hold'em Six‑Handed da WSOP em Las Vegas, reacendendo o debate após declarações de Victor Garcia, ex‑profissional de pôquer, que atribuiu à rotina do jogo parte do distanciamento do atacante do futebol. A participação e o investimento do jogador em torneios internacionais voltam a questionar prioridades e gestão de carreira.
Neymar eliminado na WSOP: o essencial
Neymar não avançou para o segundo dia do torneio No‑Limit Hold'em Six‑Handed da World Series of Poker em Las Vegas. O atacante colocou todas as fichas em uma mão na qual formou dois pares, mas foi derrotado pela trinca de setes de Vitalijs Korhs, sendo eliminado antes do river. O buy‑in aproximado da participação foi de R$ 51 mil, valor que ilustra o compromisso financeiro do jogador com a modalidade.
Declaração de Victor Garcia reacende polêmica
Victor Garcia, identificado como ex‑profissional de pôquer, publicou uma avaliação contundente: segundo ele, o empenho de Neymar no pôquer — com horários noturnos e exigência mental intensa — teria contribuído para o afastamento do jogador do futebol. A declaração viralizou e reacendeu a discussão sobre a rotina do craque desde a eliminação do Brasil na Copa do Mundo.
O que Garcia alega
Garcia sustenta que Neymar hoje "joga poker em nível profissional" e que essa dedicação impacta negativamente a prática esportiva. A crítica aponta para escolhas pessoais de rotina e prioridades, não para uma causa única e determinista da trajetória futebolística do jogador.

Contexto: a agenda de Neymar nos EUA
Neymar permaneceu nos Estados Unidos após a eliminação do Brasil na Copa, aproveitando momentos com a família em Orlando e visitando a Disney antes de seguir a Las Vegas. O jogador também publicou imagens treinando numa academia particular em Orlando, sinalizando manutenção de condicionamento físico apesar da agenda extracurricular.
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Análise: o que isso significa para carreira e imagem
A presença de Neymar em torneios de alto nível de pôquer revela interesses além do futebol, algo comum em atletas globais que buscam novas frentes de entretenimento e negócios. No entanto, quando essas atividades ocupam tempo ou são percebidas como conflito com compromissos esportivos, a crítica pública aumenta — especialmente para um jogador que já enfrenta escrutínio por lesões e gestão de carreira.
Impacto prático
Clubes e seleções monitoram profissionalismo, condicionamento e foco. Uma rotina noturna e viagens frequentes não são, por si só, incompatíveis com desempenho, mas tornam mais relevante a gestão de sono, recuperação e treinos. A crítica de que o pôquer teria "afastado" Neymar do futebol é uma leitura simplificada; trata‑se de um fator possível entre vários — escolhas de carreira, lesões, maturidade e prioridades pessoais.
O que pode acontecer a seguir
Neymar pode ajustar a comunicação sobre seus compromissos extracampo para reduzir ruído e restaurar confiança de torcedores e dirigentes. No plano esportivo, o foco seguirá na recuperação física, desempenho em clubes e convocações futuras — resultados concretos que silenciam especulações.
Conclusão
A eliminação na WSOP traz de volta um debate legítimo sobre prioridades e imagem de Neymar, mas transformar o pôquer na causa exclusiva do distanciamento do futebol é simplista. O episódio sublinha a necessidade de equilíbrio: atletas de elite podem ter interesses fora do esporte, desde que isso não comprometa a performance ou a percepção de compromisso com o clube e a seleção.
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