
Roger Machado elogiou as estreias de Osorio e Igor Felisberto no empate sem gols do São Paulo com o O'Higgins pela Copa Sul-Americana, destacando maturidade e segurança dos jovens de Cotia; a boa atuação abre alternativas para a defesa enquanto lesionados encurtam o elenco antes do clássico contra o Corinthians.
Empate sem gols em Rancagua e vitrine para jovens de Cotia
São Paulo voltou do Chile com um 0 a 0 que serviu mais como avaliação de jovem talento do que como resultado negativo. Roger Machado alinhou uma equipe alternativa na Copa Sul-Americana e ganhou respostas positivas: o zagueiro Osorio e o lateral Igor Felisberto, ambos de 19 anos, fizeram suas estreias profissionais com autoridade. O empate preserva a campanha, mas a notícia real é o surgimento de opções defensivas vindas da base.
Osorio brilha na estreia e acende debate sobre a defesa
Osorio atuou pelo lado esquerdo da defesa e exibia controle e progressão de jogo acima do esperado para um estreante. Começou com ações mais simples e foi crescendo, passando a conectar bolas longas e infiltrar passes entre linhas. Roger afirmou que o jovem “teve um nível acima” e mostrou a capacidade de gerir o setor.
O que isso significa para o time
Com Alan Franco e Rafael Tolói no departamento médico e Arboleda em situação indefinida, a performance de Osorio não é apenas positiva em termos de futuro: pode alterar decisões já nas próximas semanas. O clube ganha uma alternativa que combina segurança posicional e saída de bola — atributos muito valorizados no futebol moderno.

Igor Felisberto e Djhordney confirmam potencial coletivo
Igor entrou como titular após a lesão de Lucas Ramon e teve momentos de desafio, sobretudo ao lidar com a experiência ofensiva de Sarrafiore, mas manteve postura segura. Roger avaliou que Felisberto “jogou seu treino”, com qualidades claras e pontos a evoluir.
Djhordney cresce no sistema
O volante Djhordney, outra joia de Cotia, foi titular pela terceira vez na temporada e mostrou adaptação ao modelo coletivo. Sua presença deu coesão ao meio-campo e reforça a ideia de que o São Paulo tem peças jovens prontas para contribuir sem comprometer o equilíbrio da equipe.
Tática e leitura técnica do jogo
Com a equipe alternativa, o foco foram compactação defensiva e construção paciente. Roger utilizou uma linha defensiva híbrida, deslocando Dória para a direita para acomodar Osorio à esquerda, opção que funcionou bem em transições e na proteção contra bolas aéreas — um detalhe que chamou atenção e justifica a confiança do treinador.
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Consequências para o calendário e próximos desafios
Além de assegurar rotatividade na Sul-Americana, as estreias aceleram decisões para o Campeonato Brasileiro. O São Paulo volta ao Brasileirão neste domingo contra o Corinthians, na Neo Química Arena. A gestão de lesões e o aproveitamento das peças de Cotia devem ser determinantes para encarar o clássico sem perder competitividade.
O que pode acontecer a seguir
Caso Osorio mantenha o padrão exibido, a tendência é que ganhe mais minutos, ao menos até a recuperação dos titulares lesionados. Felisberto e Djhordney saem da partida com crédito, mas precisam de sequências para consolidar confiança. Do ponto de vista do clube, a via Cotia volta a aparecer como solução prática e econômica em um período de instabilidade defensiva.
Conclusão
O 0 a 0 em Rancagua foi discreto no placar, mas rico em implicações: o São Paulo saiu com alternativas reais para o setor defensivo e confirma que a base segue produzindo atletas prontos para o alto nível. Em um calendário apertado e com problemas físicos no elenco, essa resposta jovem pode definir rumos imediatos do time.
Terra

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