
Rogério Ceni acusou a arbitragem de prejudicar o Bahia no amistoso contra o Fluminense no Maracanã, com um gol anulado e decisões que, segundo o técnico, tiraram a credibilidade do jogo. Ceni pediu juiz "de fora" para amistosos e afirmou que a atuação do trio de arbitragem comprometeu o teste da equipe antes do retorno ao Brasileirão.
Rogério Ceni detona arbitragem após amistoso: Fluminense 2 x 0 Bahia
Fluminense venceu o amistoso por 2 a 0, com gols de Hulk e Cano, mas a notícia do jogo virou a atuação do treinador do Bahia. Rogério Ceni deixou o Maracanã visivelmente irritado, criticando com veemência a atuação do árbitro Jodis Nascimento de Souza e dos assistentes Thiago Filemon Soares e Naiara Tavares. O quarto árbitro foi Thiago Ludugério.
O que motivou a reclamação: gol anulado e decisões contraditórias
No primeiro tempo, o Bahia teve um gol anulado que gerou a principal queixa do treinador. Ceni afirmou que a arbitragem chegou a alegar falta de Willian José — que, segundo ele, sequer tocou no adversário — e depois atribuiu a falta a Nico Acevedo. Para o técnico, a sequência de decisões perdeu credibilidade e deu margem à sensação de favorecimento.
Ceni também reclamou que um pênalti claro em Ademir, segundo sua leitura, não foi assinalado, enquanto o pênalti marcado a favor do Fluminense sobre Samuel Xavier no segundo tempo foi reconhecido por ele como correto. A mistura de lances anulados e pênaltis decidiu o tom da entrevista pós-jogo.
O jogo em si: avaliações técnicas e aproveitamento do amistoso
Apesar das críticas à arbitragem, Ceni avaliou o amistoso como test importante. Bahia teve as melhores chances no primeiro tempo e poderia ter saído na frente, segundo o treinador. No segundo tempo, com as mudanças nos titulares, a equipe mostrou ajustes a serem corrigidos, algo esperado em intertemporada.
A derrota por 2 a 0 não apaga pontos positivos do período de p
reparação, mas cria ruído emocional que pode minar parte do trabalho técnico realizado nas últimas semanas.
Implicações e significado das críticas
As palavras de Ceni ultrapassam o desconforto de uma derrota: questionar a neutralidade de árbitros em amistosos entre equipes de estados diferentes lança uma sombra sobre protocolos de escolha de arbitragem para jogos-treino. Analiticamente, reclamações públicas desse nível servem a dois propósitos práticos — pressionar por mudança nas nomeações e proteger o grupo internamente, canalizando frustração para fora do vestiário.
Se o Bahia formalizar protesto, o episódio pode levar a debates na CBF sobre padronização e isenção de árbitros em partidas preparatórias. Mesmo sem medidas oficiais, o estrago mais imediato é na confiança do elenco e na narrativa em torno da preparação para o Brasileirão.
O que isso diz sobre o momento do Bahia
Sportivamente, o Bahia mostrou elementos positivos que justificam a continuidade do trabalho de Ceni: criação de chances, dinâmica no primeiro tempo e boa leitura tática em treinos. Contudo, a insistente sensação de injustiça relatada pelo treinador é um fator a ser gerido internamente — culpar a arbitragem em excesso pode dispersar foco da correção de erros técnicos que ficaram evidentes no segundo tempo.
Próximo jogo: foco na retomada do Campeonato Brasileiro
O Bahia volta a campo na sexta-feira, quando recebe a Chapecoense na Arena Fonte Nova às 19h30 (horário de Brasília). Para o técnico e para a preparação, o desafio imediato é recuperar concentração e transformar o calor legítimo das críticas em foco e ajustes práticos antes do reinício do Brasileirão.
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