
Santi, em baixa no Botafogo, virou alvo de sondagens de clubes da MLS, do Boca Juniors e de uma equipe da Série A após episódio de indisciplina e reduzida minutagem; o Alvinegro estuda a saída do uruguaio enquanto lida com débito significativo que complica formatos de negócio e pressiona decisões no mercado.
Santi pode sair do Botafogo após perda de espaço e descontentamento
Santi, meia-atacante uruguaio, entrou na lista de jogadores que podem deixar o Botafogo nos próximos dias. Em 2026 perdeu regularidade e protagonizou um episódio de insatisfação durante a vitória por 1 a 0 sobre o Cruzeiro, no Mineirão, quando reclamou ao ser acionado pelo técnico Franclim Carvalho. A combinação de pouca minutagem e desgaste interno abriu caminho para sondagens externas.
Quem quer Santi: MLS, Boca Juniors e uma Série A
Várias franquias da Major League Soccer demonstraram interesse, com o Columbus Crew tendo oferecido um empréstimo com opção de compra. O Boca Juniors também fez uma sondagem, e ao menos um clube da Série A brasileira monitora a situação. O Botafogo, porém, não tem visto vantagem em propostas de empréstimo condicionadas e busca alternativas mais claras do ponto de vista financeiro.
Por que a MLS enfrenta resistência do Botafogo
Propostas típicas da MLS costumam privilegiar empréstimos e opções de compra parceladas — modelos que não atendem às necessidades imediatas do Botafogo. Além disso, o valor investido no atleta é uma questão: Santi chegou em 2024 por R$85 milhões, e o clube quer proteger seu ativo diante de ofertas que não cubram essa base.
Contexto financeiro: dívidas e transfer bans
O clube convive com débitos ligados às contratações de Almada e do próprio Santi, somando cerca de US$40 milhões (em torno de R$204,4 milhões). Essas pendências geraram restrições administrativas em transferências no passado, ainda que as sanções tenham sido mitigadas em razão do processo de recuperação judicial da SAF. A situação financeira condiciona negociações e torna prioritária uma venda que gere caixa.

Implicações para a janela de transferências
A necessidade de equilibrar contas torna plausível que o Botafogo priorize uma negociação que ofereça liquidez imediata ou garantias contratuais sólidas. Isso reduz o apelo por empréstimos sem cláusulas de compra firmes e aumenta a pressão sobre interessados para apresentar propostas mais robustas.
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Impacto esportivo: o que a saída de Santi significaria
Para Franclim Carvalho e o elenco, a saída de Santi abriria espaço tático e orçamentário. Do ponto de vista técnico, o time perde peças ofensivas com capacidade de criação, mas ganha flexibilidade para realocar minutos a quem esteja mais alinhado ao modelo atual. Para Santi, uma saída pode ser necessária para retomar protagonismo e valor de mercado.
O que esperar a seguir
Nos próximos dias o Botafogo deve avaliar propostas formais, priorizando modelos de negócio que minimizem riscos e gerem receita imediata. Se clubes da MLS mantiverem interesse, terão de adequar condições; o Boca Juniors e a equipe da Série A também podem apresentar alternativas mais atraentes. Internamente, a direção precisa conciliar o aspecto esportivo com urgências financeiras.
Análise final
Santi virou um ativo colocado à prova: talento e histórico recente não se sobrepõem à combinação de insatisfação técnica e necessidade de receitas do clube. A decisão do Botafogo dirá muito sobre a prioridade entre estabilidade financeira e planejamento esportivo a curto prazo. Para o jogador, a mudança é uma oportunidade de recuperar ritmo; para o clube, um teste de gestão no mercado sob restrições.
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