
São Paulo voltou de Bogotá com um empate sem gols diante do Millonarios, mantendo a liderança do grupo da Copa Sul-Americana graças a defesas decisivas de Carlos Coronel na sua estreia; o Tricolor dominou boa parte do jogo, mas expôs deficiência de finalização que pode custar caro nas fases eliminatórias.
Resultado e impacto na Sul-Americana
São Paulo e Millonarios empataram em 0 a 0 no estádio El Campín, pela terceira rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana. Com o ponto conquistado, o Tricolor soma sete pontos e segue na liderança do grupo, mantendo a vantagem graças ao saldo defensivo — ainda sem sofrer gols na competição. O destaque foi a estreia de Carlos Coronel, que realizou uma defesa crucial nos acréscimos para preservar o resultado.
Como foi a partida
Primeiro tempo: São Paulo com controle, sem eficiência
O time brasileiro começou melhor, com postura ofensiva e controle do jogo. Tapia e André Silva se apresentaram cedo, organizando as tramas no meio-campo e procurando infiltrações. Apesar da superioridade territorial, o Tricolor não conseguiu traduzir a posse em finalizações perigosas. No fim da etapa, Millonarios assustou com um lance de Jorge Arias dentro da área, mal finalizado.

Segundo tempo: pressão colombiana e o papel de Coronel
Na etapa final, o Millonarios elevou a intensidade, subiu a linha e tentou explorar a altitude de Bogotá para desgastar o adversário. Leonardo Castro e Rodrigo Contreras criaram desconforto em várias ações, exigindo cortes e cobertura do zagueiro Sabino. São Paulo respondeu em contragolpes, mas esbarrou na falta de pontaria. Nos acréscimos, Carlos Coronel brilhou ao espalmar cabeçada de Julián Angulo, salvando o empate e confirmando a importância da sua estreia.
Análise tática e implicações
O empate evidencia duas leituras claras: a solidez defensiva do São Paulo eleva sua confiança nas competições continentais; a incapacidade de transformar domínio em gols revela uma lacuna ofensiva que precisa ser corrigida. Taticamente, o Tricolor mostrou controle no meio, mas poucas soluções para ultrapassar linhas bem postadas. A dependência de ações individuais e contra-ataques limita a escalabilidade do jogo ofensivo em partidas com equipes que exploram pressão alta.
Por que isso importa
Manter a liderança do grupo dá margem de erro nas próximas rodadas, mas não resolve questões estruturais do time. Em mata-matas, eficiência ofensiva é tão crucial quanto segurança defensiva — e hoje o São Paulo ficou devendo no quesito finalização. A atuação de Coronel, porém, oferece segurança imediata ao setor, e pode ser fator diferencial em jogos de menor margem de erro.
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O que pode acontecer a seguir
Se o São Paulo ajustar o repertório ofensivo — verticalidade mais organizada e finalizadores com mais liberdade — tem potencial para encaminhar a classificação com tranquilidade. Caso contrário, dependerá de jogos de baixo placar e defesas decisivas, um caminho mais arriscado em fases eliminatórias.
Próximos compromissos
São Paulo visita o O'Higgins (CHI) na quinta-feira, 7, pela Sul-Americana. Antes disso, o Tricolor enfrenta o Bahia no domingo, 3, às 16h, em Bragança Paulista, pelo Campeonato Brasileiro. Millonarios retorna ao calendário do campeonato colombiano antes da próxima rodada continental, buscando ajustar a pontaria e manter a competitividade em casa.
Resumo final
Empate que vale pela liderança, mas não apaga sinais de alerta. A defesa está sólida; o ataque precisa de alternativas e precisão. Carlos Coronel trouxe imediata confiança. O desafio agora é transformar domínio em gols.
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