
São Paulo saiu momentaneamente da zona de rebaixamento graças ao início histórico sob Hernán Crespo, mas a equipe vive uma crise crescente: após somar 16 dos primeiros 18 pontos, o Tricolor conquistou apenas 11 pontos em 17 rodadas e chega pressionado ao duelo com o Red Bull Bragantino, com Dorival Júnior tendo pouco tempo para recuperar confiança e resultados.
Derrota para a Chapecoense amplia crise do São Paulo no Brasileirão
A derrota por 1 a 0 para a Chapecoense, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro, escancarou problemas que se acumulam desde a mudança de rendimento após o início brilhante da temporada. O São Paulo viu a sequência de dez jogos sem vitória aumentar e deixou a falsa sensação de estabilidade criada pelas primeiras rodadas.
Do melhor começo da história ao risco real de queda
Nas seis primeiras rodadas, o Tricolor venceu cinco e empatou uma, totalizando 16 pontos — o melhor começo do clube na história do Brasileiro. Aquela arrancada teve quatro partidas sob o comando de Hernán Crespo e duas com Roger Machado. Desde então, o rendimento despencou: apenas 11 pontos em 17 rodadas, com aproveitamento na casa de 21,5%, número muito próximo ao da lanterna Chapecoense.
O que está falhando
A queda não é só de resultados; há perda de identidade em campo. O time, que imprimiu dinâmica e verticalidade no primeiro turno, entrou em um período com baixo volume de finalizações, transições previsíveis e desligamentos defensivos que custam gols. A alternância de treinadores e ajustes táticos não produziram soluções claras, e o grupo aparenta dificuldade em manter níveis consistentes de intensidade e concentração.
Pressão sobre Dorival Júnior
A derrota exacerbou a pressão sobre Dorival Júnior. O treinador, que costuma relativizar oscilações, não poupou palavras sobre a atuação deste último jogo, classificando-a duramente. A transparência na cobrança é necessária, mas agora precisa vir acompanhada de mudanças objetivas: organização defensiva mais sólida, escolha clara de sistema e maior liderança dentro de campo.
Por que isso importa
O saldo do primeiro turno mantém o time fora do Z4 por agora, mas a sequência fraca transforma o calendário futuro em campo minado. A distância confortável criada no início foi consumida em boa parte, e o São Paulo encara o risco real de entrar em uma luta direta contra o rebaixamento se a tendência persistir. Para a direção, há pressão por respostas imediatas; para o elenco, urgência em recuperar padrão.
Próximo desafio: Red Bull Bragantino no Morumbi
O próximo compromisso será contra o Red Bull Bragantino, no sábado (29/8), às 20h, no Morumbi, pela 25ª rodada. Será uma medida prática do estado atual do clube: manter a solidez diante de um adversário organizado e com projeto bem definido ou estender a fase negativa. Dorival terá uma semana livre para ajustar sistema, ritmo de treinos e a escalação.
Análise tática e o que deve mudar
Retomar compactação defensiva e clareza de funções é imprescindível. O time precisa reduzir espaços entre linhas, recuperar a agressividade nas transições e priorizar cruzamentos e infiltrações quando a criação central travar. Otimizar o elenco — escalando jogadores que ofereçam intensidade e equilíbrio — será decisivo para inverter a tendência.
Conclusão — alternativa é ação imediata
O São Paulo vive o contraste entre um início histórico e uma queda que ameaça transformar o campeonato. A janela para recuperação existe, mas curta: é hora de decisões firmes no campo e no vestiário. Sem reação rápida, o clube corre o risco de transformar uma crise temporária em uma batalha pelo acesso à estabilidade no Brasileirão.
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