
Seleção Brasileira parte do Rio rumo aos EUA determinada a encerrar um jejum de 24 anos, com destaque para Neymar e apoio maciço da torcida; a delegação visitou o museu da CBF e segue para Nova Jersey, onde Carlo Ancelotti comandará treinos antes do amistoso contra o Egito em Cleveland e da estreia na Copa do Mundo, contra Marrocos, em 13 de junho.
Seleção embarca rumo aos EUA e inicia reta final de preparação
A delegação da Seleção Brasileira deixou a concentração na Barra da Tijuca e embarcou do Aeroporto Internacional Tom Jobim na noite desta segunda-feira, com destino a Nova Jersey. O objetivo é óbvio: afinar a preparação para a Copa do Mundo e buscar o fim de um jejum de 24 anos sem título mundial.

Clima de apoio e foco na liderança
Centenas de torcedores acompanharam a saída do grupo, cantando e pedindo fotos. Neymar foi o foco principal da recepção — o atacante interagiu com a arquibancada e teve seu nome entoado pelos presentes. Alisson, Casemiro, Bruno Guimarães e Raphinha também atenderam aos fãs, demonstrando a mistura de proximidade e responsabilidade que marca este ciclo.
Parada simbólica na sede da CBF
Antes do embarque, a Seleção visitou o museu da CBF, onde os jogadores puderam rever de perto as cinco taças da Copa do Mundo e momentos históricos do futebol brasileiro. A passagem pela confederação teve caráter de confraternização: fotos, discursos e um jantar de equipe reforçaram a coesão antes do voo fretado que partiu por volta das 22h.
Agenda em solo americano: treinos, amistoso e estreia
A chegada a Nova Jersey foi prevista para a manhã desta terça-feira. No período da tarde, Carlo Ancelotti comandará o primeiro treinamento com o elenco completo, já incluindo Gabriel Magalhães, Gabriel Martinelli e Marquinhos — liberados após a final da Liga dos Campeões. O Brasil fará um amistoso contra o Egito no sábado, em Cleveland, às 19h, antes de estrear na Copa do Mundo contra o Marrocos no dia 13, em Nova Jersey. Escócia e Haiti completam o Grupo C.
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O papel de Ancelotti e a montagem do time
Ancelotti entra em um cenário de alta expectativa. Sua experiência e maturidade tática são ativos óbvios, mas as decisões sobre ritmo de jogo, escalação e manejo de estrelas como Neymar serão observadas com lupa. A chegada tardia de três titulares exige ajustes rápidos na gestão de minutos e na química entre os setores.
O que realmente está em jogo
A cerimônia no museu e a recepção popular são mais que símbolos: traduzem a pressão e a responsabilidade histórica que cercam o Brasil em cada Mundial. O amistoso com o Egito servirá para testar alternativas táticas e calibrar entrosamento; a estreia contra o Marrocos, por sua vez, estabelecerá o tom da campanha. Uma performance segura no Grupo C pode construir confiança; tropeços colocariam a Seleção em situação de reação.
Perspectivas e riscos
Força ofensiva, profundidade no meio e segurança defensiva serão determinantes. Neymar precisa de equilíbrio entre protagonismo e consistência; Casemiro e Bruno Guimarães devem comandar o ritmo; os laterais e a cobertura de Gabriel Magalhães e Marquinhos serão decisivos contra adversários físicos e organizados. A principal vulnerabilidade é o gerenciamento de lesões e cansaço em um calendário apertado.
Conclusão
A viagem aos EUA marca o último ato preparatório antes do pontapé inicial da Copa do Mundo. Há otimismo justificado pela qualidade do elenco, mas também pressão histórica. Nas próximas semanas, Carlo Ancelotti terá que transformar talento em coesão tática — e a Seleção, em favela ou estádio, saberá medir se o Brasil chega pronto para a cobrança por mais um título mundial.
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