
Vasco investiu quase R$200 milhões em atacantes nos últimos dois anos e segue com o pior ataque do Campeonato Brasileiro. Saídas de Vegetti e Rayan, lesão de Brenner e falhas nas contratações transformaram a busca por um centroavante goleador em prioridade urgente para reverter o desempenho ofensivo em 2026.
Crise ofensiva persiste apesar de alto investimento
Vasco tem o pior ataque do Campeonato Brasileiro, com apenas 23 gols, e já acumula três partidas seguidas sem balançar as redes. O revés por 3 a 0 para o Santos expôs uma deficiência estrutural: muitos investimentos em nomes e poucos gols convertidos em resultados.
Gastos e volume de contratações
Em dois anos a gestão trouxe 12 atacantes e gastou perto de R$200 milhões no setor. Entre 2024 e 2026 o clube fez aquisições em diferentes janelas, sem encontrar um centroavante que ofereça regularidade de finalização dentro da área.
Principais reforços e desempenho
Em 2024 chegaram Maxime Domínguez (R$12,4 milhões), Jean David (R$8 milhões), Emerson Rodríguez (empréstimo) e Alex Teixeira (sem custos). Em 2025 priorizaram pontas: Garré, Nuno Moreira e Loide Augusto custaram 7,5 milhões de euros em conjunto; Nuno foi o único que se firmou. Andrés Gómez, comprado por 4,5 milhões de euros no início de 2026, é tido como acerto relativo, mas soma apenas seis gols em 57 jogos.
Saídas que agravaram o problema
A venda de Vegetti e Rayan, artilheiros em 2025 com 47 gols somados, deixou um vazio que não foi preenchido. Tentativas de reposição com Brenner, Marino Hinestroza e Spinelli não deram certo no primeiro semestre de 2026, e a lesão de Brenner realçou a dependência de peças que ainda não se consolidaram.
Contratação recente e alvos
Facundo Colidio foi contratado e pode atuar como número 9, embora renda mais fora da área. O clube mantém negociações por nomes como o equatoriano John Mercado, do Sparta Praga — proposta próxima de 7 milhões de euros foi rejeitada. A diretoria admite dificuldade para achar um centroavante de impacto dentro da atual realidade financeira.
O que os números dizem sobre a estratégia de mercado
A sequência de contratações revela ausência de perfil claro: mistura de apostas caras, empréstimos e veteranos sem integração tática. Gastar até R$200 milhões sem um goleador consistente indica falhas na avaliação de processo e na definição do perfil de centroavante necessário ao Vasco.
Por que isso importa
Sem um homem-gol probado, o time perde eficiência ofensiva e capacidade de decisão em jogos apertados — fator crítico em Campeonatos Brasileiros equilibrados. Financeiramente, a rotatividade intensa e a falta de retorno esportivo pressionam a sustentabilidade do projeto.
O que precisa mudar — análise e próximos passos
É urgente definir um perfil: um centroavante de área, com alto índice de conversão em bolas dentro da grande área, ou então adaptar o plano tático para extrair rendimento dos atacantes disponíveis. Reforçar o trabalho de olheiros, priorizar garimpo em mercados menos inflacionados e alinhar investimento com o teto salarial pode ser mais eficaz que apostas pontuais.
Conclusão
Vasco paga o preço de contratações descoordenadas e escolhas que priorizaram versatilidade e velocidade em detrimento do goleador de referência. Se quer escapar da irregularidade ofensiva em 2026, o clube terá de ser mais cirúrgico nas próximas semanas: escolher um perfil claro, negociar com critério e integrar o reforço ao sistema de jogo rapidamente.
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