Mário Bittencourt aponta falta de critério na arbitragem e cobra evolução cultural no Brasil

VP de futebol do Flu descarta má-fé de juízes, mas defende mudanças na postura de atletas e árbitros.

Por: Trincheira Tricolor - Rio de Janeiro

01/09/2026


Mário Bittencourt aponta falta de critério na arbitragem e cobra evolução cultural no Brasil

Em entrevista concedida ao podcast Pelada Musical, veiculado no canal Corredor 5 e apresentado por Cassiano Andrade e Roberto Lopes, Vice de futebol do Fluminense, Mário Bittencourt, detalhou os bastidores dos encontros semanais com a comissão de arbitragem na CBF e utilizou o modelo da Premier League como exemplo de transparência para o futebol nacional. O dirigente tricolor iniciou a conversa analisando lances recentes do campeonato e ressaltou que a grande falha do apito no país não está na intenção, mas sim na oscilação dos padrões adotados em campo.

Ausência de critério e bastidores na CBF

"Pênalti nenhum ontem, nenhum, zero. Um absurdo, né? (irônico, ao falar sobre um pênalti "mal" marcado contra o Flu diante do Athletico-PR) Uma vergonha. Mas assim, eu acho que é o problema da arbitragem brasileira, né? A falta de qualidade é muito grande. Acho que mais do que falta de qualidade, falta de critério. Acho que o que mais incomoda o torcedor e o dirigente — para deixar muito claro —, não há nenhuma desconfiança nossa de que haja qualquer tipo de má intenção, seja com relação ao Fluminense ou com relação a qualquer outro clube. Acho que existem erros semanais contra todos os clubes e a favor de todos os clubes", declarou Mário Bittencourt.


Youtube/Corredor 5


O comportamento dos clubes nas reuniões da entidade

Ao explicar como funciona a rotina institucional de cobrança junto à Confederação Brasileira de Futebol, o mandatário revelou a dinâmica das reuniões realizadas no início de cada semana no Rio de Janeiro. Segundo ele, o tom do debate costuma variar apenas de acordo com o resultado obtido por cada equipe no final de semana.

"Toda segunda-feira existe uma reunião na CBF que fala da rodada com a comissão de arbitragem. Então, normalmente quem perdeu ou quem teve um lance polêmico tá reclamando, e quem ganhou e não teve lance polêmico fica quieto", disse o dirigente.

Pressão em campo e o modelo de transparência inglês

Mário Bittencourt também estendeu a responsabilidade pelo atual cenário aos próprios jogadores e à cultura do futebol brasileiro. De acordo com o mandatário, a pressão constante exercida sobre a arbitragem durante os 90 minutos cria um ambiente hostil que prejudica o andamento das partidas. Para ilustrar como o país poderia evoluir, ele citou a maturidade e a transparência adotadas na liga inglesa.

"A gente é o país, sem dúvida alguma, das grandes ligas que os jogadores também mais reclamam no campo, que mais pressionam a arbitragem. Na Premier League, por exemplo, o árbitro faz uma declaração inclusive do clube pelo qual ele torce. Isso não impede que ele apite jogos do clube do qual ele torce. E aqui já há um pressuposto de que, bom, se eu vou jogar contra um time do Rio Grande do Sul, o árbitro não pode ser gaúcho, não pode ser carioca", concluiu.

Conteúdo gerado por IA

Foto destaque: Dirigente do Fluminense (YouTube/Corredor 5)

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