
Carlo Ancelotti acompanhou o empate dramático Lille 2–2 PSG para avaliar três brasileiros — Marquinhos, Lucas Beraldo e Alexsandro — e observar o trabalho do filho Davide no comando do Lille, uma leitura direta para as escolhas da seleção brasileira antes da próxima Data FIFA.
Ancelotti presencialmente em Lille: scouting em campo
Carlo Ancelotti marcou presença no Stade Pierre-Mauroy e viu Lille e PSG empatarem por 2–2, partida em que Marquinhos salvou o ponto nos acréscimos. A ida do treinador da seleção não foi balade — foi um exercício de avaliação ao vivo de jogadores brasileiros que podem integrar as próximas convocações.
Quem esteve no radar
Marquinhos, capitão do PSG, foi o nome do jogo ao empatar aos 50 minutos, além de entregar segurança defensiva. Lucas Beraldo, testado também como volante no PSG, e Alexsandro, titular do Lille, receberam atenção direta de Ancelotti como opções para o setor defensivo da seleção.
O jogo e o roteiro dramático
O Lille vencia por 2–0 até os 46 minutos do segundo tempo, mas o PSG reagiu: Vitinha diminuiu aos 46 e Marquinhos empatou aos 50. Resultado que escondeu o bom desempenho defensivo do capitão parisiense e a competitividade do Lille comandado por Davide Ancelotti.
O que a atuação de Marquinhos diz
Marquinhos mostrou liderança e senso de oportunidade ofensiva, atributos que pesam quando a seleção busca referências no miolo de zaga. Contudo, sua continuidade na Amarelinha segue indefinida após a eliminação para a Noruega na Copa do Mundo de 2026, o que transforma cada boa exibição em argumento a favor de sua manutenção.

Beraldo e Alexsandro: alternativas reais
Lucas Beraldo reaparece como opção após ausência na última Copa do Mundo; sua versatilidade, sendo testado como volante, aumenta seu valor tático. Alexsandro, já observado por Ancelotti desde o início do ciclo, voltou a provar que merece disputa por vaga. Ambos representam a renovação e a profundidade que a defesa brasileira precisa.
Por que importa para a seleção brasileira
Com amistosos programados na próxima Data FIFA — contra Austrália (25 e 29 de setembro) e Índia (3 de outubro) — Ancelotti tem curto prazo para consolidar peças. As escolhas defensivas agora dependem de performances concretas em clubes e do encaixe tático que o treinador pretende impor.
Davide Ancelotti: estreia europeia e significado pessoal
Davide comandou o Lille em casa diante de 48 mil torcedores, em seu segundo jogo no Campeonato Francês. A presença do pai reforça o simbolismo do encontro: Carlo, ex-treinador do PSG e hoje técnico da seleção, assistiu ao trabalho do filho — agora protagonista como treinador principal na Europa.
Trajetória e influência
Davide cresceu na comitiva técnica do pai desde 2012, passando por PSG, Real Madrid e Bayern como preparador e auxiliar. Sua transição para treinador principal e o bom desempenho contra um gigante como o PSG validam a aposta do Lille e mostram que o jovem técnico constrói identidade própria.
O que vem a seguir
Para Ancelotti, a lição é prática: avaliações in loco ajudam a calibrar convocação e tática antes de amistosos que serão palco de decisões. Para os jogadores observados, cada partida de clube vale como auditoria direta para a seleção. A janela de amistosos será o campo de prova definitivo; Ancelotti tende a privilegiar quem oferecer equilíbrio defensivo e adaptabilidade tática.
Conclusão
A imagem de pai e treinador observando jogadores brasileiros resume um momento de transição para a seleção: escolhas que misturam experiência (Marquinhos) e renovação (Beraldo, Alexsandro), com decisões que serão aceleradas pelo calendário. Ancelotti deixou claro que vai atrás de evidências em campo — e o empate em Lille deu mais do que emoção: deu material para definir rumos.
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