
Com 18 trocas em 28 rodadas, a instabilidade no Brasileirão realça o valor da continuidade: Odair Hellmann e Fernando Seabra sobem no ranking de permanência, enquanto Abel Ferreira mantém folga monumental no topo. A estabilidade do Athletico e do Coritiba contrasta com a onda de demissões que redesenha prioridades de clubes em busca da vaga na Libertadores.
Brasileirão 2026: panorama imediato
A temporada já registrou 18 demissões em 28 rodadas, um ritmo de turnover que virou regra em vários clubes. Essa volatilidade elevou Odair Hellmann (Athletico) e Fernando Seabra (Coritiba) no ranking dos técnicos mais longevos da Série A. A escala de permanência passa por Abel Ferreira, que segue muito à frente no topo.
Quem lidera o ranking de permanência
Top 7 — estabilidade em destaque
Abel Ferreira (Palmeiras) — 2.153 dias Rogério Ceni (Bahia) — 1.113 dias Rafael Guanaes (Mirassol) — 562 dias Odair Hellmann (Athletico) — 493 dias Jair Ventura (Vitória) — 367 dias Vagner Mancini (Red Bull Bragantino) — 332 dias Fernando Seabra (Coritiba) — 292 dias
Ranking completo
Eduardo Domínguez (Atlético-MG) — 211 dias Leonardo Jardim (Flamengo) — 206 dias Cuca (Santos) — 192 dias Artur Jorge (Cruzeiro) — 188 dias Fernando Diniz (Corinthians) — 173 dias Dorival Júnior (São Paulo) — 134 dias Rafael Lacerda (Chapecoense) — 119 dias Pedro Emanuel (Vasco) — 78 dias Marcão (Fluminense) — 44 dias Renato Gaúcho (Grêmio) — 12 dias Thiago Carpini (Remo) — 10 dias Tite (Botafogo) — 9 dias Eduardo Baptista (Internacional) — 3 dias
Por que a ascensão de Odair e Seabra importa
Odair Hellmann já soma 493 dias no Athletico, com aproveitamento acima de 56% em 64 jogos. A renovação contratual até 2027 sinaliza confiança do clube e oferece o tipo de continuidade rara no futebol brasileiro. Se Odair mantiver o trabalho, pode ser o primeiro treinador a completar uma temporada inteira no comando do Athletico na chamada Era Petraglia (desde 1995) — um indicador de mudança cultural que vale acompanhar.
Fernando Seabra, no Coritiba, acumula 292 dias e 40 partidas, com aproveitamento perto de 46%.
Sua permanência após negociações e sondagens externas mostra que confiança interna e contexto de projeto também podem frear a dança das cadeiras — ao menos por enquanto.
O reflexo da instabilidade: 18 técnicos demitidos em 2026
Paulo Pezzolano — Internacional Léo Condé — Remo Luís Castro — Grêmio Franclim Carvalho — Botafogo Luis Zubeldía — Fluminense Renato Gaúcho — Vasco Fábio Matias — Chapecoense Roger Machado — São Paulo Dorival Júnior — Corinthians Gilmar Dal Pozzo — Chapecoense Martín Anselmi — Botafogo Juan Vojvoda — Santos Tite — Cruzeiro Hernán Crespo — São Paulo Filipe Luís — Flamengo Juan Carlos Osorio — Remo Fernando Diniz — Vasco Jorge Sampaoli — Atlético-MG
O que isso significa para a disputa da temporada
Clubes com técnicos sólidos ganham vantagem tática e de identidade a médio prazo. Palmeiras, com Abel Ferreira no auge da longevidade, tem consistência que se traduz em hegemonia interna. Athletico e Coritiba, ao priorizarem continuidade, podem colher estabilidade competitiva — especialmente em campanhas por vagas na Libertadores.
Entretanto, a alta rotatividade demonstra que diretoria e torcida ainda exigem resultados imediatos.
Isso mantém a pressão sobre treinadores de perfis mais jovens e empurra clubes a decisões curtas, muitas vezes reativas.
O próximo capítulo
A principal leitura é simples: continuidade virou diferencial competitivo. Se os clubes que trocaram técnico não encontrarem coerência tática e institucional, a lista de demissões pode crescer. Para Odair e Seabra, o desafio é transformar permanência em evolução perceptível no campo — resultado que, mais do que dias no cargo, definirá seu legado em 2026.
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