
Coritiba voltou a vencer em casa e virou para 3 a 2 sobre o Bahia no Alto da Glória, com três gols entre os 10 e 22 minutos do segundo tempo — uma reação tática liderada por Fernando Seabra que reforça a confiança do meio-campo antes do confronto decisivo contra o Flamengo, no Maracanã, última partida antes da pausa para a Copa do Mundo.
Coritiba vira sobre o Bahia no Alto da Glória e recupera confiança
Coritiba 3, Bahia 2. Jogo disputado sob clima frio e leve chuvisco, com bom público no Alto da Glória que veio embalado pela vitória sobre o Santos. A equipe paranaense saiu atrás, reagiu com eficácia e mostrou mudanças claras no posicionamento e na atitude coletiva a partir do intervalo.
Primeiro tempo: Bahia surpreende e abre o placar
O Bahia foi premiado por uma entrada mais concentrada e abriu o marcador com Erick Pulga, cujo chute desviou na zaga e enganou o goleiro Pedro Rangel. O Coritiba, apesar do favoritismo em campo, demonstrou dispersão e teve dificuldades para criar chances claras até o apito para o intervalo.
Virada relâmpago: ajustes de Fernando Seabra dão resultado
No intervalo, o técnico Fernando Seabra promoveu ajustes táticos e cobrou mais objetividade. O efeito foi imediato: entre os 10 e 22 minutos do segundo tempo o Coxa marcou três vezes — Bruno Melo, Lavega e Breno Lopes — virando o jogo em um curto intervalo que desmontou a reação baiana. A virada expôs desorganização do Bahia e a capacidade do Coritiba de explorar espaços quando pressiona com inteligência.

Bahia tenta reagir, mas só diminui nos minutos finais
Rogério Ceni procurou reorganizar sua equipe, mexendo na estrutura defensiva e ofensiva, mas não conseguiu recuperar o controle do jogo. Everaldo marcou já no fim, fechando o placar em 3 a 2, mas sem tempo suficiente para impedir a derrota.
Desempenho individual e coletivo
A ausência de Lucas Ronier, ainda em recuperação de lesão muscular, não apagou o funcionamento do meio-campo coxa-branca. Thiago Santos, Josué e Sebastián Gómez assumiram o compasso de jogo, oferecendo superioridade tanto na recomposição quanto na transição ofensiva — fator decisivo para a eficiência do ataque no segundo tempo.
O que a vitória significa para o Coritiba
Além de encerrar um jejum como mandante, a virada traz confiança tática e moral. A capacidade de virar um jogo em estágio crítico evidencia evolução no trabalho coletivo e na leitura de jogo do treinador. Para o elenco, é um teste superado que pode ser combustível para o duelo seguinte.
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Próximo desafio: Maracanã e Flamengo
O Coritiba agora se prepara para o último jogo antes da pausa da Copa do Mundo, no Maracanã, contra o Flamengo. O clube carioca chegará desfalcado por convocações à seleção, que gerou reclamações públicas sobre a programação da CBF — uma discussão legítima sobre calendário que impacta equilíbrio competitivo. Para o Coxa, será a chance de medir a evolução diante de um adversário de grande porte e confirmar se a estabilidade tática vista contra o Bahia se sustenta fora de casa.
Perspectiva
Se mantiver a solidez do segundo tempo e a efetividade do meio-campo, o Coritiba pode transformar essa vitória em ponto de inflexão na sequência do Brasileirão Série A. Resta observar como o time reage a confrontos de maior pressão e se a rotação de elenco suportará o ritmo até a pausa.
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