
Operário e Fluminense empataram em 0 a 0 no jogo de ida da 5ª fase da Copa do Brasil, no Germano Krüger; partida equilibrada, com defesas superiores aos ataques. A decisão vai ao Maracanã, onde o Fantasma fará sua primeira partida centenária no Rio — novo empate leva a vaga para as penalidades.
Empate sem gols no Germano Krüger
Operário e Fluminense empataram por 0 a 0 na quinta fase da Copa do Brasil, em partida disputada no Germano Krüger, em Ponta Grossa. O confronto foi marcado por poucas chances claras e defesas que levaram a melhor sobre atacantes de ambas as equipes. O resultado adia a definição para o jogo de volta, no Maracanã, onde um novo empate levará a decisão para os pênaltis.
Análise do jogo
Fluminense entrou com time misto, priorizando compactação e segurança defensiva. O time carioca criou as ocasiões mais perigosas nos primeiros e no início do segundo tempo, mas faltou precisão no último passe. John Kennedy e Millán estiveram ativos, e Fábio apareceu como segurança no gol.
Operário mostrou organização tática e intensidade física, tentando explorar transições e bolas longas. Boschilia foi o jogador mais incisivo, tentando criar superioridade pela meia distância e nas bolas paradas, mas o time da casa pecou pela previsibilidade no último terço.
Defesas coletivas prevaleceram: linhas baixas, pouca rotatividade ofensiva e decisões precipitadas na finalização limitaram o espetáculo. O empate reflete um jogo de estratégias cautelosas, onde o mando de campo não se traduziu em vantagem concreta.

O que isso significa
Para o Fluminense, o 0 a 0 é funcional: evita derrota fora de casa e leva a pressão para o retorno no Maracanã, onde física e emocionalmente o time tende a impor mais ritmo. Para o Operário, não aproveitar a chance em casa deixa um gosto amargo, mas a solidez defensiva garante esperança real de classificação.
A ausência de soluções ofensivas claras preocupa o Operário caso precise abrir o placar no Rio; ao Fluminense, sobra margem para ajustes ofensivos sem comprometer a defesa.
Jogadores em destaque
Boschilia — maior referência ofensiva do Operário, criou os melhores momentos no jogo com chutes de longe e cobranças de bola parada. John Kennedy — foi o mais perigoso do Fluminense no primeiro tempo, obrigando Vágner a atenção. Fábio — atuação segura, com defesa importante em arremate de longa distância. Defesas e meio-campo — o coletivo prevaleceu: pouca criatividade, mas disciplina tática.
John Kennedy valoriza empate fora de casa e projeta decisão no Maracanã
Ficha técnica
Copa do Brasil — 5ª fase: Operário 0 x 0 Fluminense Data e horário: quinta-feira, 23 de março de 2026, 21h30 Local: Estádio Germano Krüger, Ponta Grossa (PR) Árbitro: Matheus Delgado Candançan (SP); VAR: Diego Pombo Lopez (BA) Cartões amarelos: Boschilia, Berto, Pablo (Operário); Otávio (Fluminense) Público: 8.966 pagantes / 9.244 total. Renda: R$ 472.240,00
Escalações (início) Operário: Vágner; Doka, Cenú, Miranda, Moraes; Índio (Neto Paraíba), Vinícius Diniz, Boschilia; Berto (Felipe Augusto), Aylon (Pedro Vilhena), Caio Dantas (Pablo). Técnico: Luizinho Lopes.
Fluminense: Fábio; Samuel Xavier, Ignácio, Millán, Renê; Martinelli (Otávio), Hércules (Guilherme Arana), Alisson; Canobbio, John Kennedy, Serna. Técnico: Luis Zubeldía.
O que esperar para o jogo de volta
No Maracanã, o contexto favorece o Fluminense: público, tradição e qualidade técnica. Ainda assim, o Operário mostrou organização suficiente para complicar o panorama se trouxer o mesmo recorte tático ao Rio. A chave para a decisão será a capacidade do Fluminense em transformar domínio territorial em oportunidades concretas e da equipe paranaense em manter a solidez sem perder verticalidade.
A leitura tática aponta para ajustes ofensivos do Flu — aceleração pelas pontas e maior movimentação sem bola — e busca do Operário por uma transição mais rápida e variação nas bolas paradas. Caso ambos mantenham cautela, a probabilidade de confronto decidido nos pênaltis cresce.
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