
Internacional confirma nesta quarta (17/6) a saída de dois nomes-chave do departamento de futebol: Ricardo "Caco" Sobrinho, gerente de mercado com 11 anos no clube, e Diego Pereira, coordenador de performance. As dispensas ampliam uma reformulação já em curso no Beira-Rio; o Colorado não revelou substitutos e a reestruturação aumenta incertezas na preparação e prospecção do elenco.
Internacional confirma desligamentos no departamento de futebol
O Clube Internacional anunciou o desligamento de Ricardo "Caco" Sobrinho, gerente de mercado, e de Diego Pereira, coordenador de performance. As saídas foram comunicadas nesta quarta-feira (17/6) e não acompanharam a indicação de nomes para substituição imediata.
Quem é Ricardo "Caco" Sobrinho
Ricardo "Caco" Sobrinho estava no Inter desde 2015. Passou pelas categorias de base, coordenou o Centro de Análise e Prospecção de Atletas (CAPA) e ocupava o cargo de gerente de mercado. A saída ocorre após 11 anos de trabalho, e o clube informou que Caco aceitou outra proposta, sem detalhes públicos.
Quem é Diego Pereira
Diego Pereira chegou ao Internacional em 2025, junto com a comissão técnica de Ramón e Emiliano Díaz. Mesmo após a saída dos técnicos argentinos, Pereira permaneceu, mas deixa o clube menos de um ano depois de sua contratação. O profissional tem passagens por Corinthians e Vasco e era responsável por coordenar a área de performance física.

O que essas saídas significam para o Inter
A perda do gerente de mercado compromete a continuidade do fluxo de prospecção e negociações. Caco acumulava conhecimento do banco de dados do clube e da transição entre base e time profissional — elementos críticos em janelas de transferências e no planejamento de reposições.
A saída do coordenador de performance pode criar um vácuo na preparação física e na integração entre preparação, comissão técnica e departamento médico. Mudanças nessa área tendem a afetar cilindradas de trabalho diário e a rotina dos jogadores, sobretudo em pontos de retomada de temporada.
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Implicações práticas
Sem nomes anunciados, o Inter terá de decidir rapidamente entre promover internamente ou buscar mão de obra externa. Uma solução interna preserva continuidade, mas pode limitar inovações; uma contratação externa traz nova visão, porém exige adaptação. Em prazo curto, o risco é perda de ritmo em prospecção de mercado e ajustes físicos antes de compromissos oficiais.
Contexto: sequência de reformulações no Colorado
As saídas de Caco e Diego ampliam uma sequência de mudanças já iniciada antes da Copa, quando o clube desligou Leonardo Martins (preparador de goleiros), Aparecido Donizete (auxiliar) e João Goulart (auxiliar de preparação). O movimento sugere reavaliação ampla do departamento de futebol.
O próximo passo
A gestão do Internacional precisa formalizar substitutos e comunicar a estratégia para mercado e performance. A decisão afetará não apenas o planejamento técnico, mas também a percepção de estabilidade no Beira-Rio. Para torcedores e analistas, o importante será observar se as mudanças visam ajuste pontual, reestruturação estratégica ou mudança de direção esportiva.
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