
Neemias Queta consolidou-se como peça-chave dos Boston Celtics: titular quase permanente, primeiro triplo na carreira e 100 desarmes na temporada — conquistas que o catapultam para a corrida ao prémio de Jogador que Mais Evoluiu. A sua evolução técnica e presença defensiva transformaram o perfil da equipa e colocam-no como candidato sério numa votação que premiará não só números, mas impacto coletivo.
Neemias Queta: de reserva a candidato ao prémio de Jogador que Mais Evoluiu
Neemias Queta fez esta época uma transição clara de papel de rotação para poste titular dos Boston Celtics. Com média de 25,5 minutos por jogo — o dobro face à sua integração no clube há dois anos — o português participou em 75 jogos, 74 como titular, acumulando 17 duplos-duplos e atingindo a marca de 100 desarmes na temporada. Esses 100 tocos colocam-no no 11.º lugar da NBA neste capítulo e fazem dele apenas o quinto Celtic nos últimos 20 anos a alcançar esse patamar.
Marco estatístico e simbólico
Atingir 100 desarmes é um indicador direto da influência defensiva de Queta: presença no cesto, leitura de linha de passe e temporização nas coberturas. Acresce o primeiro triplo da carreira, anotado frente aos New Orleans Pelicans, que evidencia crescimento no seu jogo ofensivo e no alcance do seu arsenal — mesmo que o raio de três ainda não seja a sua principal arma.
Vozes do balneário e do treinador
O treinador Joe Mazzulla sublinhou a importância desses marcos: acredita que representam o trabalho diário, a responsabilidade assumida por Queta como poste titular e a atenção ao detalhe defensivo exigida no sistema dos Celtics. Companheiros como Sam Hauser e Jaylen Brown destacaram a evolução técnica e cognitiva do jogador — Hauser elogiou a suavidade do triplo, Brown realçou a melhoria na compreensão do jogo e na ligação com os colegas. Nikola Vucevic também salientou o impacto do português em ambos os lados do campo, muitas vezes para além das estatísticas visíveis.
O que mudou no jogo de Queta
A progressão de Queta assenta em três pontos-chave: - Tempo de jogo e confiança: minutos regulares permitiram desenvolver ritmo e consistência. - Desenvolvimento defensivo: melhor posicionamento, antecipação e capacidade de fechar o cesto. - Expansão ofensiva: movimentos ao poste, finalizações próximas e a adição (ainda que esporádica) do lançamento exterior.
Por que isto importa para os Celtics
A transformação de Queta altera a dinâmica defensiva dos Celtics. Ter um poste que protege o aro de forma consistente permite a equipa ser mais agressiva na pressão fora da bola e mais confortável a trocar marcações. Ofensivamente, a sua presença como alternativa interior cria espaçamento para criadores como Brown e Jaylen, e oferece uma opção segura de finalização perto do aro nos momentos decisivos.
Questão do prémio e reconhecimento
A candidatura de Queta ao prémio de Jogador que Mais Evoluiu é legítima nesta base: evolução clara comparativa ao seu historial, impacto direto no rendimento coletivo e marcos individuais raros para a sua trajetória. O prémio costuma considerar história prévia, ganho de minutos e mudança de papel — critérios que favorecem a sua nomeação. Resta ver se os votantes valorizarão mais a transformação total do jogador ou preferirão números ofensivos mais vistosos de outros candidatos.
O que pode acontecer a seguir
Manter o nível defensivo e a consistência nas semanas finais e nos playoffs será determinante para consolidar a candidatura. Para os Celtics, Queta tem de continuar a responder à pressão do papel de titular, evitando quedas de rendimento face a opositores mais físicos. Para ele, a nomeação seria reconhecimento pessoal e um sinal do sucesso do desenvolvimento interno do clube.
Conclusão
Neemias Queta transformou-se numa peça essencial dos Boston Celtics através de trabalho, minutos e adaptação tática. Os 100 desarmes e o primeiro triplo são marcos tangíveis dessa evolução. Mais do que uma história de números, é um caso de desenvolvimento bem-sucedido que altera o perfil defensivo e ofensivo da equipa — e que, justificadamente, coloca o português na conversa pelo prémio de Jogador que Mais Evoluiu.
A Bola



