
Ousmane Dembélé voltou a impor-se na Seleção Francesa: assistência a Kylian Mbappé e um golo no triunfo por 3-0 sobre o Iraque no Mundial. Mbappé exaltou-o como peça “essencial”, enquanto Didier Deschamps ironizou as críticas anteriores, pedindo que deixem o extremo em paz. A exibição reforça a sua importância no esquema ofensivo e dá-lhe impulso competitivo e mediático num torneio-chave.
Dembélé decide e responde às críticas no triunfo da França sobre o Iraque
A França venceu o Iraque por 3-0 num jogo em que Ousmane Dembélé foi determinante: construiu o primeiro golo aos 54 minutos e marcou aos 66, num momento revelador da sua capacidade de influência. Kylian Mbappé assinou dois golos e elogiou o colega; o selecionador Didier Deschamps defendeu publicamente o extremo do PSG. Esta performance coloca Dembélé de novo no centro das atenções e alivia, pelo menos por agora, a pressão sobre o jogador.
Os momentos chave: assistência e golo
Dembélé apareceu muito ativo no flanco direito, recorrendo à sua aceleração e capacidade de drible para desequilibrar. A assistência para Mbappé, pouco depois do reatar, mostrou leitura de jogo e qualidade de passe sob pressão. O seu golo — um remate cruzado e potente aos 66 minutos — marcou o primeiro golo do extremo em edições do Mundial e o primeiro em grandes competições com a camisola francesa, elevando o total para oito golos em 61 internacionalizações.
Reacções: Mbappé destaca papel essencial, Deschamps pede tranquilidade
Mbappé sublinhou a importância do golo para Dembélé e a vontade do grupo em vê-lo confortável: “É importante para ele marcar um golo; toda a equipa queria que ele marcasse. É um jogador único e especial”, afirmou o capitão. Deschamps, por sua vez, recusou as críticas recentes e atirou com ironia para quem o tem criticado: “Não há problema nenhum com o Ousmane. Quem sabe se agora o deixam em paz e encontram outro alvo.” O selecionador lembrou também a necessidade de readaptação de um jogador que, internacionalmente, nem sempre teve continuidade competitiva.
O que isto significa para a França e para Dembélé
Para a França, a exibição confirma que o leque ofensivo pode funcionar com Dembélé a oferecer largura e velocidade, complementando a presença interior de Mbappé. A química entre os dois acrescenta opções táticas a Deschamps: combinações rápidas no corredor direito e maior perigo nas transições.
Para Dembélé, trata-se de um recado: quando combina ritmo, decisão e entrega, é capaz de elevar o nível da equipa. O desafio agora é a consistência — transformar esta resposta num padrão de exibições regulares, sobretudo num torneio onde a margem de erro é mínima.
Implicações imediatas e próximos passos
A tendência lógica é que Dembélé ganhe mais espaço nas escolhas e confiança do grupo. Do ponto de vista táctico, Deschamps pode explorar mais corridas longas pela ala e cruzamentos rasgados que aproveitem a mobilidade do avançado e a capacidade finalizadora de Mbappé. Resta ver se o extremo conseguirá manter o desempenho frente a adversários superiores, onde a pressão defensiva será maior.
Conclusão
A exibição frente ao Iraque é um alívio e um aviso: Dembélé tem talento para ser determinante, mas a verdadeira prova será a sua regularidade em jogos de maior exigência. Hoje, a França beneficiou de um Dembélé ativo e confiante — e o treinador e o capitão deixaram claro que a equipa quer que assim continue.
A Bola



