
Paolo Zampolli afirma que existem "mais de 50%" hipóteses de a Itália ser repescada para o Mundial 2026, com um encontro marcado com Gianni Infantino no Grande Prémio de Fórmula 1 em Miami; Zampolli diz que a decisão final caberá a Infantino e a Donald Trump, enquanto problemas de vistos para o Irão são apresentados como argumento para eventuais exclusões.
Itália no Mundial 2026? Zampolli eleva a hipótese e aponta Infantino e Trump como decisores
Paolo Zampolli, ligado ao círculo de Donald Trump, voltou a alimentar a possibilidade de repescagem da seleção italiana para o Campeonato do Mundo de 2026. Zampolli afirmou que a probabilidade ultrapassa os 50% e confirmou um encontro com o presidente da FIFA, Gianni Infantino, no Grande Prémio de Fórmula 1 em Miami, onde, segundo ele, "a decisão final caberá a Infantino e Trump".
O que foi dito e por que importa
A declaração de Zampolli mistura argumento desportivo e político: além de apontar uma chance concreta de reintegração, associou a narrativa a questões de segurança e logística relativas a vistos, citando dificuldades no processo para o Irão. Isso transforma uma hipótese desportiva num tema de alta carga diplomática, com impacto direto na organização do Mundial 2026 — e na perceção pública sobre a imparcialidade da FIFA.
Contexto da repescagem e precedentes
A ideia de repescagem para seleções que não asseguraram vaga é sensível para a integridade competitiva. Qualquer entrada tardia de um país com a relevância da Itália seria excecional e exigiria uma justificação formal da FIFA. A menção explícita a um encontro entre Infantino e uma figura política de peso sugere que a solução, se houver, tenderá a misturar decisões institucionais e considerações geopolíticas.
Questão dos vistos e a exclusão do Irão
Zampolli apontou dificuldades de concessão de vistos como razão para potencial exclusão do Irão, alegando preocupações de segurança. Essa linha de raciocínio abre um debate prático: quem decide critérios de admissão quando um país-sede envolve vários estados com políticas de entrada distintas? A FIFA e os países anfitriões têm de conciliar direitos desportivos com exigências legais e de segurança dos Estados Unidos, Canadá e México.
O que pode acontecer a seguir
O encontro em Miami é o passo imediato a acompanhar. Se a FIFA considerar qualquer alteração ao quadro de qualificação, terá de explicar critérios e procedimentos com clareza para evitar precedentes perigosos. Para a Itália, a possibilidade traz esperança, mas também questões sobre legitimidade competitiva; para o Irão, a ameaça de exclusão lança sombras sobre a participação de seleções que enfrentem barreiras administrativas.
Por que isto importa para o futebol
Decisões de última hora que misturam poder político e desporto arriscam corroer a confiança nos processos de qualificação. Manter a integridade do Mundial passa por regras claras, aplicada de forma transparente. Entretanto, a pressão para ter potências futebolísticas como a Itália em campo é compreensível — mas não pode sobrepor-se a princípios básicos de justiça desportiva.
Análise final
A intervenção de figuras políticas e a referência explícita a Donald Trump indicam que o desenlace será tanto político quanto administrativo. É plausível esperar negociações intensas nos próximos meses; o teste será se a FIFA consegue encontrar uma solução que respeite competição, segurança e credibilidade institucional, sem ceder a atalhos que comprometam o legado do Mundial.
A Bola



