
Última hora: a República Democrática do Congo garantiu presença no Mundial ao vencer a Jamaica por 1-0 no play-off intercontinental, graças a um cabeceamento decisivo de Axel Tuanzebe no prolongamento. Os congoleses voltam a fases finais 52 anos depois (Zaire, 1974) e estreiam-se no grupo com Portugal, Colômbia e Uzbequistão, enfrentando Portugal em 17 de junho no Hard Rock Stadium, em Miami.
DR Congo garante apuramento histórico para o Mundial
A República Democrática do Congo confirmou o regresso às fases finais do Mundial ao derrotar a Jamaica por 1-0, no play-off intercontinental disputado em Zapopan, México. O único golo surgiu aos 100 minutos e carimbou um apuramento que faltava desde 1974, quando a equipa ainda jogava como Zaire.
Detalhes do jogo em Zapopan
O jogo no Estádio Akron foi tenso e pouco produtivo em termos ofensivos durante os 90 minutos regulamentares. A partida manteve-se sem golos até o prolongamento, quando um canto da esquerda acabou por ser aproveitado na área adversária. A defesa jamaicana não conseguiu afastar e Axel Tuanzebe, livre de marcação, cabeceou para o fundo da baliza.
Onde e quando aconteceu
Local: Zapopan, Estádio Akron (México). Golo decisivo: Axel Tuanzebe, aos 100 minutos, de cabeça.
Axel Tuanzebe: o herói improvável
Tuanzebe, central do Burnley e formado no Manchester United, assumiu o papel de figura decisiva numa noite histórica para a seleção congolesa. A sua presença aérea e leitura de espaço deram ao Congo o tipo de golo que muitas equipas menores precisam em confrontos equilibrados: um momento de eficácia num jogo de pouca fluidez.
O que isto significa para o Grupo com Portugal
Com o apuramento, a RD Congo junta-se a Portugal, Colômbia e Uzbequistão no mesmo grupo do Mundial. O encontro inaugural entre Portugal e Congo está marcado para 17 de junho, no Hard Rock Stadium, em Miami — será o primeiro confronto oficial entre as duas seleções.
Implicações para Portugal
Portugal não deve subestimar uma seleção congolesa com coesão defensiva e potencial letal em bolas paradas. Para Portugal, o jogo exige preparação específica para neutralizar duelos aéreos e explorar transições rápidas. Este adversário acrescenta um desafio físico e estratégico ao percurso luso na fase de grupos.
Contexto histórico e análise
Regressar a um Mundial após 52 anos é um marco que transcende o resultado pontual. O apuramento confirma progressos na estrutura da seleção sob o comando do selecionador Sébastien Desabre e evidencia talentos individuais capazes de decidir jogos em momentos isolados. A escolha de atuar com pragmatismo e valorização das bolas paradas mostrou-se correta num jogo tão tático.
O que esperar a seguir
A RD Congo terá agora de transformar o êxtase emocional em preparação concreta: ajustar logística, fortalecer opções no plantel e treinar soluções defensivas para adversários tecnicamente superiores. Portugal, por seu lado, tem tempo para estudar o adversário e preparar estratégias que evitem surpresas táticas. No Mundial, um jogo pode mudar prioridades — e a presença congolesa promete acrescentar imprevisibilidade ao grupo.
A Bola



