
Renato Paiva, sem clube desde a saída do Fortaleza a 1 de setembro de 2025, realizou um estágio no Como‑1907 entre 23 e 27 de março, trabalhando com Cesc Fàbregas e o adjunto Miguel Santos. Paiva descreve a experiência como enriquecedora e destaca a abordagem humana e táctico‑quantitativa do Como, quarto classificado na Serie A e longe de ser uma surpresa na corrida por um lugar na Champions.
Renato Paiva estagia no Como-1907 com Cesc Fàbregas
Renato Paiva esteve em Itália para um estágio de cinco dias no Como‑1907, acompanhado pelo adjunto Miguel Santos. O contacto direto com a equipa técnica liderada por Cesc Fàbregas permitiu a Paiva observar métodos de trabalho adaptados ao nível de elite e a estrutura de um clube que subiu rapidamente e hoje ocupa um surpreendente quarto lugar na Serie A.
Detalhes do estágio e impressões
O estágio decorreu entre 23 e 27 de março e envolveu observação de treinos, reuniões tácticas e partilha de ideias com o staff do Como. Paiva valorizou não só a componente técnica, mas também a abertura e humildade com que foram recebidos por Fàbregas, Ferran Vilà Carreras e restante equipa. A experiência foi descrita como “muito enriquecedora” em termos qualitativos e quantitativos.
O que esta experiência acrescenta ao CV de Paiva
Para um treinador português à procura de reposicionamento após a saída do Fortaleza, um estágio num contexto europeu de alto nível é um ativo claro. Trabalhar com um técnico reconhecido internacionalmente oferece exposição a novos modelos tácticos, rotinas de treino e gestão de plantel que podem diferenciar Paiva no mercado. É um sinal de ambição e de vontade de atualização contínua.
Como o caso do Como ilumina tendências modernas
O Como-1907 é hoje a face visível de tendências que têm marcado o futebol: integração de métodos analíticos com intervenção táctica refinada e aproveitamento de talentos emergentes. O quarto lugar na Serie A, apenas dois anos após a subida, evidencia uma gestão desportiva eficiente e um planeamento coerente — um laboratório apetecível para treinadores que queiram aprender práticas contemporâneas.
Por que isto importa para treinadores portugueses
A experiência de Paiva reforça a ideia de que a carreira de treinador passa também por aprendizagens externas e networking técnico. Para treinadores portugueses, cuja escola é reconhecida pela formação técnica e táctica, a assimilação de procedimentos praticados em clubes em ascensão na Europa pode enriquecer práticas e aumentar competitividade em futuros projetos.
Implicações e próximos passos
A estada no Como não garante ofertas imediatas, mas posiciona Paiva como um treinador activo na busca por evolução profissional. Espera‑se que estas aprendizagens se traduzam em propostas mais alinhadas com modelos de trabalho modernos ou em adaptações tácticas relevantes caso aceite um novo desafio. Para o Como, abrir portas a colegas estrangeiros reforça a imagem de clube formador de ideias.
Conclusão
O estágio é um movimento lógico e estratégico na carreira de Renato Paiva: confirma uma atitude proactiva e um apetite por atualização técnica. Em termos práticos, traz conhecimento aplicável e visibilidade — ingredientes essenciais para quem pretende regressar ao comando de um clube com ambições definidas.
A Bola



