
Wesley, lateral-direito da Seleção Brasileira, disse que chegar à Copa do Mundo era um sonho distante; ele destacou a reviravolta na carreira na Roma, a incorporação de movimentos com a perna esquerda e chega confiante aos últimos amistosos antes da estreia do Brasil no Grupo C do Mundial de 2026.
Wesley admite que vaga na Copa foi “sonho distante” e enfatiza superação
Wesley não escondeu a emoção ao reafirmar que vestir a amarelinha na Copa do Mundo de 2026 parecia, há pouco tempo, um objetivo distante. O lateral afirmou que fases difíceis o forçaram a evoluir mentalmente e que a trajetória o preparou para lidar tanto com o êxito quanto com possíveis adversidades futuras. Essa narrativa de superação chega num momento em que ele busca consolidar-se como opção titular para o torneio.
O que mudou na Roma: mais repertório ofensivo e a perna esquerda
Na Roma desde julho de 2025, Wesley disse que seu papel deixou de ser apenas cruzar da linha de fundo. Sob o comando de Gasperini, passou a ser cobrado a terminar jogadas, chutar e entrar na área — habilidades que exigiram melhorar o uso da perna esquerda. Ele explicou que agora tende a puxar para dentro automaticamente quando identifica espaços, um recurso que tem aumentado sua imprevisibilidade ofensiva.
Exemplo prático: amistoso contra o Panamá
O jogador citou uma ação no amistoso contra o Panamá como exemplo da automatização desse movimento. Mesmo sendo lateral-direito, o hábito de cortar para a esquerda já se tornou natural em situações de pressão, permitindo dribles com a perna direita e a transição para o pé esquerdo quando a reta está congestionada.
Desempenho na temporada 2025/26
Na temporada encerrada em 2025/26 Wesley participou de 37 partidas, foi titular em 32 e marcou cinco gols, além de uma assistência. Esses números reforçam que sua contribuição vai além da defesa: há ganho claro em efetividade ofensiva, algo valorizado em laterais modernos.
Implicações para a Seleção e o esquema tático
A capacidade de jogar por dentro oferece ao técnico uma opção tática mais versátil: Wesley pode atuar como lateral invertido, criando sobrecarga central ou abrindo espaços nas transições. Isso acrescenta uma alternativa ao perfil tradicional de lateral-puro, sem, porém, apagar a necessidade de aprimorar fundamentos defensivos e finalizações — ele próprio admite que ainda precisa evoluir.

O que isso significa para a disputa por vaga
A evolução técnica coloca Wesley em posição competitiva no elenco, especialmente em torneios curtos onde versatilidade conta. Se mantiver consistência física e desempenho defensivo, tende a ser opção confiável seja como titular ou arma tática acionada contra adversários que deixam espaços por dentro.
Agenda imediata: amistoso contra o Egito e estreia na Copa
A Seleção encara o Egito no último compromisso antes do Mundial, neste sábado (6) às 19h (horário de Brasília). A estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2026 será contra o Marrocos, dia 13 de junho às 19h, no MetLife Stadium. O Grupo C ainda conta com Haiti e Escócia: Brasil x Haiti em 19 de junho, às 21h30, na Filadélfia; Escócia x Brasil em 24 de junho, às 19h, em Miami.
Conclusão: evolução concreta, expectativas altas
Wesley chega ao Mundial com um arco claro de desenvolvimento: superação pessoal, incremento técnico e produção ofensiva na Roma. Resta ao jogador transformar essa evolução em regularidade sob pressão de alto nível. Se não for apenas um lampejo de forma, sua mudança de perfil pode ter impacto direto no funcionamento do time nas fases decisivas.
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