
Kidiaba, ex-goleiro do Mazembe e atual treinador de goleiros da República Democrática do Congo, celebrou com sua icônica "dança da vitória" após a classificação histórica para a 2ª fase da Copa do Mundo 2026. A vitória por 3 a 1 sobre o Uzbequistão garantiu ao país o 3º lugar no Grupo K; a seleção agora encara a Inglaterra nas oitavas em Atlanta.
RD Congo avança às oitavas após vitória sobre Uzbequistão
RD Congo confirmou vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo 2026 ao vencer o Uzbequistão por 3 a 1 na terceira rodada do Grupo K. Com o triunfo, a equipe somou quatro pontos e garantiu o terceiro lugar da chave, atrás de Colômbia e Portugal, avançando como um dos melhores terceiros classificados.
Placar, classificação e próximos passos
O resultado definiu o quadro: RD Congo avança às oitavas e vai enfrentar a Inglaterra. O duelo está marcado para a próxima quarta-feira, 1º, às 13h (horário de Brasília), no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta. Quem passar desse confronto medirá forças com o vencedor de México x Equador.
Kidiaba revive a "dança da vitória" e assume papel de símbolo
A comemoração de Kidiaba não foi apenas carnaval de festa: é sinal de continuidade. Ex-goleiro do Mazembe e figura central na campanha histórica do clube no Mundial de Clubes de 2010, Kidiaba reapareceu como treinador de goleiros e líder emocional. Sua icônica "dança da vitória" voltou a simbolizar uma geração que mescla experiência e ambição.

Trajetória que inspira
Em 2010, Kidiaba foi protagonista no Mazembe que eliminou o Internacional e levou o clube congolês à final do Mundial de Clubes — uma marca inédita para uma equipe fora da Europa e das Américas, perdida apenas para a Inter de Milão por 3 a 0. Como jogador, também integrou a campanha do terceiro lugar na Copa Africana de Nações de 2015. Essa bagagem torna sua presença no banco mais que simbólica: é cultural e tática.
Contexto histórico: retorno ao Mundial após 52 anos
RD Congo voltou a figurar na Copa do Mundo depois de 52 anos, e o avanço às oitavas reforça que o país não está apenas de passagem. A classificação oferece visibilidade internacional, pode abrir portas para jogadores e colocar em evidência um projeto de seleções que parece mais organizado e competitivo do que muitos esperavam.
O desafio contra a Inglaterra
Enfrentar a Inglaterra será o maior teste prático do torneio para RD Congo. Tecnicamente superiores e com profundidade de elenco, os ingleses representam um adversário que exige disciplina tática absoluta e precisão nas transições rápidas. Espera-se que RD Congo jogue com compactação defensiva, aposte em contra-ataques e em bolas paradas para criar oportunidades.
O que funcionaria para RD Congo
Organização defensiva, coordenação nas saídas de bola e explosão nos corredores são caminhos plausíveis. A experiência de figuras como Kidiaba, agora no comando técnico da baliza, pode ser decisiva para manter a solidez sob pressão e para preparar o time para momentos definidos por detalhes.
Por que isso importa
A classificação de RD Congo tem impacto além do resultado imediato: confirma a ascensão de seleções africanas em grandes torneios e projeta jogadores para ligas maiores. No plano nacional, alimenta a confiança e reforça um discurso de reconstrução do futebol congoles. Para neutralizar a narrativa de surpresa, a equipe precisa agora provar que pode competir em alto nível contra seleções tradicionais.
O próximo ato
O jogo contra a Inglaterra será revelador: pode transformar RD Congo de coadjuvante em protagonista resiliente ou expor as limitações que ainda existem. Independentemente do desfecho, a imagem de Kidiaba dançando ficará como símbolo de um momento histórico para o futebol congoles — e de que a nova geração veio para deixar sua marca.
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