
Fluminense e Operário-PR empataram sem gols em Ponta Grossa pela ida da quinta fase da Copa do Brasil, num jogo pobre em chances que leva a decisão ao Maracanã em 12 de maio — novo empate vai direto aos pênaltis. O placar expôs a previsibilidade ofensiva do Fluminense e a organização defensiva do Operário, pontos decisivos para o duelo de volta e para a sequência intensa de compromissos tricolores.
Fluminense e Operário-PR ficam no 0 a 0 na ida da quinta fase da Copa do Brasil
Jogo realizado no Estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa, terminou sem gols e com muito estudo tático. A partida teve pouquíssima emoção: apenas dois chutes ao alvo durante os 90 minutos, evidenciando a dificuldade ofensiva do Fluminense e a postura reativa e compacta do Operário-PR.
Partida marcada pela escassez de oportunidades
A primeira mão foi dominada pela disputa física e pelo cuidado defensivo. O Operário priorizou bloqueios e linhas próximas, neutralizando as investidas do Tricolor. Do outro lado, o Fluminense encontrou poucas soluções no último terço, sem ganhar profundidade nem variação suficiente para furar a organização adversária.
O que o empate significa para a vaga na Copa do Brasil
Com o 0 a 0, a decisão fica aberta para o jogo de volta no Maracanã, no dia 12 de maio, às 21h30 (horário de Brasília). Não há prorrogação em caso de novo empate; a vaga será decidida nos pênaltis. Isso transforma a partida no Rio em um duelo de alta pressão, em que a leitura tática e a capacidade de quebrar linhas serão determinantes.

Vantagens e riscos para cada time
Operário sai satisfeito: conseguiu seu objetivo de neutralizar o favorito e leva ao Maracanã a possibilidade de jogar por detalhes. Fluminense, por sua vez, sai em dívida com a torcida — ter a posse ou manter o controle do ritmo não foi suficiente para criar chances claras. No cenário de volta, o Tricolor precisa alterar velocidade e combinação no último terço; caso contrário, pode se ver novamente exposto à loteria das penalidades.
Agenda apertada do Fluminense e implicações táticas
O calendário testa o elenco tricolor na sequência imediata. O Fluminense volta a campo no domingo (26), às 20h30 (horário de Brasília), para enfrentar a Chapecoense no Maracanã pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. Na quinta-feira seguinte (30), o time tem compromisso pela fase de grupos da Copa Libertadores, encarando o Bolívar em La Paz — desafio físico e de altitude.
Em jogo ruim, Operário e Fluminense empatam pela Copa do Brasil
O que mudar antes do jogo de volta
O Fluminense precisa de mais dinâmica e soluções na entrada da área: trocar o jogo com mais rapidez, aproximar os meias e variar entre infiltrações e passes em profundidade. Rotação de elenco é quase inevitável pela sequência, mas o time não pode abrir mão de criatividade. Operário provavelmente seguirá com seu bloco baixo, buscando explorar bolas paradas e transições rápidas.
Conclusão — por que o segundo jogo será decisivo
O 0 a 0 deixa a chave em aberto, mas revela questões claras: Fluminense precisa recalibrar seu ataque; Operário provou que disciplina tática pode igualar forças. No Maracanã, a pressão e o ambiente farão diferença, e o ajuste do Tricolor será a variável mais relevante para evitar a tensão dos pênaltis.
Ig



