
Joan Laporta anunciou que o Barcelona vai apresentar uma queixa formal à UEFA após a polémica eliminação nos quartos-de-final da Liga dos Campeões contra o Atlético de Madrid, acusando erros de arbitragem e intervenções do VAR que, segundo o presidente, condicionaram decisivamente a eliminatória.
Laporta anuncia queixa formal à UEFA após eliminação
Joan Laporta confirmou que o Barcelona vai avançar com uma queixa junto da UEFA na sequência da eliminação frente ao Atlético de Madrid nos quartos-de-final da Liga dos Campeões. O presidente blaugrana classificou a arbitragem e as intervenções do VAR como inaceitáveis e disse não aceitar que decisões disciplinares e disciplinares de vídeo tenham condicionado o apuramento.
Acusações centrais do Barcelona
Laporta apontou para vários lances que, no seu entendimento, mudaram o rumo da eliminatória. Entre as queixas estão um penálti não assinalado na primeira mão, a conversão de um cartão amarelo para vermelho contra Pau Cubarsí após intervenção do VAR e decisões no segundo jogo que retiraram valência a golos e faltas claras, incluindo um suposto golo de Ferran Torres e um penálti sobre Dani Olmo.
Reclamações sobre contactos e agressões
O presidente realçou ainda ausência de sanção num lance em que Fermín López sofreu uma agressão que lhe abriu o lábio, e criticou a gestão de lances envolvendo Jules Koundé e Eric García, onde, segundo a leitura do clube, o VAR intensificou penalizações em vez de corrigir erros.
O que isto significa para o Barcelona e para a UEFA
A decisão de levar a questão à UEFA coloca pressão pública sobre o organismo que regula as competições europeias e sobre a Comissão de Arbitragem. Trata-se de uma estratégia de resposta institucional que busca explicações formais e, possivelmente, medidas de transparência sobre a aplicação do VAR em momentos cruciais.
Esta queixa não reverte resultados, mas pode forçar análises internas, relatórios públicos ou recomendações para alterar procedimentos de arbitragem. Para o Barcelona, serve igualmente como sinal político: o clube não aceitará calado decisões que considera decisivas em competições de topo.
Consequências desportivas: foco total em La Liga
Desportivamente, o revés na Champions chega num momento em que o Barcelona já havia sido eliminado da Taça do Rei pelo mesmo Atlético de Madrid. Apesar disso, o clube lidera agora La Liga com 79 pontos, mais nove que o Real Madrid, restando sete jornadas — 21 pontos em disputa.
Calendário decisivo
As próximas sete jornadas são determinantes: Celta (casa), Getafe (fora), Osasuna (fora), Real Madrid (casa), Alavés (fora), Real Betis (casa) e Valencia (fora). Mantendo a consistência, o Barcelona tem margem de manobra; qualquer deslize aumentará a pressão num campeonato que se pode decidir nas duas ou três rondas finais.
Análise: por que isto importa
A reação de Laporta mostra que o clube percebe o futebol moderno como palco não só de campo, mas também institucional. Exigir explicações públicas sobre arbitragem e VAR é, em parte, gestão de expectativas internas e externas: proteger a imagem competitiva e justificar decisões perante adeptos e patrocinadores.
No plano prático, a polémica pode ter efeitos imediatos no ambiente do clube — maior foco mediático, pressão sobre jogadores e árbitros em jogos futuros, e um clima de desconfiança que pode inflamar o clássico com o Real Madrid. A UEFA terá de equilibrar transparência com a necessidade de proteger a autoridade das suas equipas de arbitragem.
Próximos passos
A UEFA deverá receber a queixa e decidir se abre investigação ou solicita relatórios aos órgãos de arbitragem. O Barcelona, por seu turno, tem de canalizar frustração e recursos para consolidar a liderança em La Liga. Para os adeptos e para a competição, a questão traz um debate necessário sobre o uso do VAR e a perceção de justiça no futebol europeu.
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