Semana de fortes emoções: Vasco é eliminado pelo Boca, aprova nova SAF e conquista virada épica sobre o Corinthians

Semana de fortes emoções: Vasco é eliminado pelo Boca, aprova nova SAF e conquista virada épica sobre o Corinthians

Entre a frustração na Copa Sul-Americana, a esperança de uma nova era administrativa e uma vitória fundamental no Campeonato Brasileiro, o Vasco viveu uma semana que pode marcar o início de uma nova fase dentro e fora de campo.

O Clima da Colina | Por Felipe Rodrigues

Fala, rapaziada! Tudo beleza? É uma satisfação estar de volta para falar do nosso Gigante da Colina!

A última semana foi daquelas que mexem com o coração do torcedor vascaíno. Tivemos a eliminação na semifinal da Copa Sul-Americana diante do Boca Juniors, a aprovação da venda da SAF pelos sócios e uma vitória espetacular sobre o Corinthians, com direito a uma virada emocionante nos minutos finais.

Foi uma semana que começou com tristeza e frustração, mas terminou com esperança. Dentro de campo, o Vasco mostrou que ainda precisa amadurecer para disputar jogos decisivos, mas também demonstrou poder de reação. Fora dele, o clube deu um passo importante para iniciar um novo ciclo administrativo e financeiro.

Vamos falar de tudo isso!

Vasco sente a pressão e cai diante do Boca Juniors

A semifinal da Copa Sul-Americana começou muito antes de a bola rolar. O Vasco precisou enfrentar uma verdadeira batalha fora de campo para conseguir exercer seu direito de jogar no Maracanã.

Foram aproximadamente três semanas de disputas judiciais, liminares e discussões envolvendo o Flamengo e o consórcio responsável pelo estádio. Depois de toda essa luta, o Vasco conseguiu levar a partida para o Maracanã, que recebeu uma grande festa, com quase 70 mil torcedores.

O cenário era perfeito para uma noite histórica. Infelizmente, o que se viu nos primeiros minutos foi um Vasco que sentiu demais o peso da decisão.

Logo aos três minutos, em uma cobrança de escanteio, a defesa vascaína falhou na marcação e Di Lollo subiu sozinho para abrir o placar para o Boca Juniors. O gol mudou completamente o panorama da partida.

O Vasco se desorganizou, perdeu a confiança e fez um primeiro tempo muito abaixo do esperado. Jogadores como Adson, Thiago Mendes, Bruno Duarte, David e Paulo Henrique não conseguiram render o necessário. Saldívia também teve dificuldades, enquanto Léo Jardim não transmitiu a segurança habitual.

O Boca aproveitou o momento e ampliou a vantagem, deixando o Vasco em uma situação extremamente complicada.

A atuação lembrou, em alguns aspectos, a final da Copa do Brasil do ano passado contra o Corinthians. Mais uma vez, o time pareceu sentir demais a obrigação de jogar diante de sua torcida e a necessidade de correr atrás do resultado.

A reação veio, mas faltou o golpe final

No segundo tempo, o Vasco voltou melhor. As entradas de Puma Rodríguez, Brenner e Marino ajudaram a equipe a ganhar fôlego e presença ofensiva.

O time conseguiu diminuir a diferença e passou a acreditar na possibilidade de buscar o empate. Lescano também teve participação importante na construção das jogadas, e o Vasco chegou a criar oportunidades para levar a decisão aos pênaltis.

Naquele momento, o Boca já demonstrava dificuldades para sustentar o ritmo da primeira etapa. A impressão era de que os argentinos estavam mais preocupados em administrar a vantagem e levar a classificação.

Mas o futebol pune quem não consegue aproveitar suas oportunidades.

Aos 43 ou 44 minutos do segundo tempo, Leandro Paredes arriscou um chute de fora da área. A finalização parecia pouco perigosa, mas Léo Jardim falhou e deixou a bola entrar. O terceiro gol do Boca foi um balde de água fria nas pretensões vascaínas.

A equipe perdeu a força para buscar uma nova reação, e a classificação ficou com os argentinos.

Na minha avaliação, o Vasco tinha condições de chegar à final. Mesmo sem Andrés Gómez e Vegetti, dois atacantes importantes, havia qualidade suficiente para disputar a vaga. O problema foi a incapacidade de sustentar o equilíbrio emocional diante da pressão.

Falta a esse elenco experiência, malandragem e inteligência para jogar partidas eliminatórias. O Vasco precisa de jogadores acostumados a decisões, que não se intimidem diante de um Maracanã lotado e saibam administrar os diferentes momentos de uma partida.

Não basta ter qualidade técnica. É preciso saber competir.

A eliminação deixa uma lição importante: para transformar um elenco competitivo em um time vencedor, o Vasco precisa de três ou quatro peças experientes, acostumadas a conquistar títulos e a decidir jogos grandes.

Sócios aprovam a venda da SAF: um novo capítulo na história vascaína

Se dentro de campo a semana começou de maneira amarga, fora dele o Vasco viveu um momento histórico.

Em 23 de outubro de 2026, os sócios aprovaram, com quase 90% dos votos, a venda da SAF do futebol para o grupo ligado a Marcos Lamacchia, conhecido por sua relação familiar com Leila Pereira, presidente do Palmeiras, por ser seu enteado.

A aprovação representa um passo importante para a construção de um novo projeto para o clube.

É preciso reconhecer o trabalho de Pedrinho. Primeiro, por ter enfrentado a situação envolvendo a 777 Partners e trabalhado para impedir que o Vasco continuasse preso a um modelo de gestão que considerava prejudicial ao futuro da instituição.

Depois, pela capacidade de conduzir o clube até uma nova negociação e apresentar ao investidor um projeto que pudesse ser desenvolvido.

O Vasco ainda enfrenta dificuldades financeiras e está longe de ter uma situação completamente resolvida. Entretanto, existe um caminho de reorganização, e a chegada de um investidor com capacidade financeira pode acelerar esse processo.

Pedrinho talvez não seja o maior jogador da história do clube, mas sua atuação fora das quatro linhas poderá lhe garantir um lugar especial na memória do torcedor. O trabalho realizado para proteger a instituição e buscar uma alternativa para o futuro merece reconhecimento.

Dinheiro é importante, mas o projeto precisa funcionar

A expectativa em torno do novo investidor é enorme. A promessa de capacidade financeira praticamente ilimitada, mencionada por Pedrinho, naturalmente empolga a torcida.

Mas é importante lembrar que dinheiro, sozinho, não ganha campeonato.

O Vasco precisará transformar os recursos disponíveis em planejamento, estrutura, contratações acertadas e profissionais competentes. Será necessário investir com responsabilidade, montar um elenco equilibrado e criar condições para que o clube volte a disputar títulos de maneira consistente.

Um dos pontos fundamentais desse projeto é a construção de um centro de treinamento moderno, anunciado como um empreendimento de grande porte e com a ambição de se tornar referência na América Latina.

Uma estrutura de alto nível é essencial para atrair jogadores, desenvolver atletas e oferecer melhores condições de trabalho à comissão técnica.

O torcedor vascaíno está cansado de promessas e quer ver resultados. Ainda assim, a aprovação da venda da SAF abre uma perspectiva concreta de mudança.

O dia 23 de outubro de 2026 poderá ficar marcado como o início de uma nova era para o Vasco. Agora, cabe aos responsáveis pelo projeto transformar a expectativa em conquistas.

Virada espetacular sobre o Corinthians devolve confiança ao Vasco

Depois da frustração na Sul-Americana, o Vasco tinha um compromisso fundamental pelo Campeonato Brasileiro: enfrentar o Corinthians em um confronto direto na luta contra o rebaixamento.

Era um jogo de seis pontos. Uma vitória daria tranquilidade ao Vasco e aumentaria a pressão sobre um adversário que também precisava desesperadamente pontuar.

O Corinthians chegou bastante desfalcado, enquanto o Vasco também teve problemas durante a partida. Andrés Gómez sentiu no início e precisou ser substituído por Marino Hinestroza.

Mesmo assim, o time vascaíno fez um bom primeiro tempo e conseguiu abrir o placar com Puma Rodríguez, que mais uma vez mostrou sua capacidade de decidir contra o Corinthians.

O Vasco dominou boa parte da etapa inicial e teve a oportunidade de ampliar a vantagem em um contra-ataque. Marino avançou em velocidade e tentou o passe para Bruno Duarte, mas a bola chegou forte demais e a oportunidade foi desperdiçada.

Bruno Duarte, aliás, vem acumulando atuações abaixo do esperado. Na minha opinião, Brenner merece receber mais oportunidades entre os titulares. Embora também precise melhorar seus números, Brenner participa mais da construção das jogadas e oferece uma alternativa diferente ao ataque.

O Vasco foi para o intervalo vencendo por 1 a 0 e parecia ter o jogo sob controle.

Dois gols mudam o cenário e aumentam a pressão

O Corinthians voltou para o segundo tempo disposto a buscar o resultado. Precisava interromper sua sequência negativa e passou a pressionar mais.

O empate veio em uma falha defensiva. Gustavo Henrique apareceu livre na área e cabeceou para o chão, sem dar chances a Léo Jardim.

Mais uma vez, o Vasco demonstrou dificuldade para reagir emocionalmente depois de sofrer um gol.

Poucos minutos depois, um chute que parecia não oferecer grande perigo desviou no peito de Bidu e enganou Léo Jardim. A bola entrou no ângulo, colocando o Corinthians em vantagem.

O cenário ficou dramático.

O Vasco precisava buscar a virada, mas os jogadores começaram a demonstrar ansiedade. A pressa para resolver a partida prejudicava a execução das jogadas, e a equipe parecia ter dificuldades para pensar com clareza.

Foi nesse momento que o trabalho de Pedro Emanuel fez a diferença.

Pedro Emanuel muda o jogo com as substituições

As alterações realizadas pelo treinador foram fundamentais para a reação vascaína.

Lucas Piton entrou no lugar de Cuiabano e melhorou a produção pelo lado esquerdo. Nuno também ganhou espaço e teve participação importante na construção do gol de empate.

Brenner substituiu Bruno Duarte e mostrou mais mobilidade, buscando o jogo e participando das jogadas ofensivas. Já a entrada de Jair ajudou a reorganizar o meio-campo e deu mais liberdade para Thiago Mendes trabalhar na construção.

O Vasco passou a acelerar as jogadas, ocupar melhor o campo ofensivo e insistir nas bolas levantadas na área.

A pressão deu resultado.

Depois de uma sequência de cruzamentos e rebatidas, a bola sobrou para Marino Hinestroza. O atacante acertou uma finalização espetacular, no canto de Hugo, e empatou a partida.

O gol devolveu a confiança ao Vasco e incendiou a torcida.

Mas o empate não era suficiente. O time precisava aproveitar o momento para buscar a vitória, e foi exatamente isso que aconteceu.

Lescano e Marino protagonizam uma virada inesquecível

Aos 44 minutos do segundo tempo, o Vasco encontrou o caminho para uma virada espetacular.

Lescano teve participação decisiva na construção da jogada. É um jogador que merece destaque pela inteligência tática, pela qualidade técnica e pela capacidade de enxergar espaços que nem sempre aparecem para os outros.

Não é um atleta de grande velocidade, mas compensa essa característica com visão de jogo e precisão nos passes. Além de organizar as jogadas, participa da marcação e trabalha para a equipe em diferentes setores do campo.

É um jogador que entende o jogo.

Lescano encontrou Marino em velocidade e acelerou a jogada no momento certo. O colombiano, por sua vez, teve inteligência para esperar a aproximação de David, atrair a defesa corintiana e construir a tabela.

David devolveu a bola em boas condições, e Marino finalizou com categoria, acertando um chute espetacular para marcar o gol da virada.

Foi um golaço!

Em poucos minutos, o Vasco transformou uma derrota preocupante em uma vitória gigantesca. São Januário foi à loucura, e o time conquistou três pontos que podem fazer muita diferença na reta final do campeonato.

Mais do que o resultado, a maneira como a vitória aconteceu tem um peso enorme. O Vasco demonstrou capacidade de reação, encontrou soluções no banco e mostrou que pode competir mesmo quando o cenário parece desfavorável.

A atuação de Marino, a inteligência de Lescano e as mudanças de Pedro Emanuel foram fundamentais para essa conquista.

Brasileirão: Vasco respira, mas ainda precisa pontuar

Com a vitória sobre o Corinthians, o Vasco chegou aos 38 pontos e alcançou a 13ª colocação, abrindo quatro pontos de vantagem para a zona de rebaixamento, ocupada naquele momento pelo Grêmio.

O resultado oferece um pouco mais de tranquilidade, mas não permite acomodação. Ainda há muito campeonato pela frente, e o Vasco precisa continuar somando pontos para afastar definitivamente o risco de queda.

A meta é alcançar o mais rapidamente possível os 45 pontos, número tradicionalmente utilizado como referência na luta contra o rebaixamento. Dependendo dos resultados dos concorrentes, a permanência poderá ser assegurada com uma pontuação menor, mas o ideal é não depender de contas na última rodada.

O próximo compromisso é contra a Chapecoense, fora de casa, uma oportunidade importante para continuar avançando na tabela.

O Vasco precisa entender que a vitória sobre o Corinthians não pode ser um episódio isolado. A equipe demonstrou poder de reação, mas ainda precisa corrigir falhas defensivas e melhorar a maneira como administra os momentos de pressão.

Clássico contra o Flamengo antes da decisão da Copa do Brasil

Antes de pensar na semifinal da Copa do Brasil, o Vasco terá outro desafio importante: o clássico contra o Flamengo, no Estádio Nilton Santos.

O rival chega motivado depois de vencer o Atlético-MG e ocupa a liderança do Campeonato Brasileiro. Será um confronto difícil, contra uma equipe que vive um momento positivo.

Mesmo assim, o Vasco precisa entrar em campo com ambição. A vitória sobre o Corinthians deu confiança ao grupo, e conquistar mais três pontos seria fundamental para ampliar a distância em relação à zona de rebaixamento.

Não será possível tratar o clássico como um compromisso secundário. O Vasco precisa competir, buscar o resultado e aproveitar o embalo da virada.

Na sequência, a atenção se voltará para a semifinal da Copa do Brasil contra o Palmeiras. O confronto representa uma oportunidade de chegar à final pelo segundo ano consecutivo e lutar por um título de grande importância para a história do clube.

Será uma disputa de alto nível, que exigirá concentração, equilíbrio emocional e eficiência nas duas partidas.

Se quiser chegar à decisão, o Vasco precisará mostrar justamente aquilo que faltou diante do Boca Juniors: maturidade para jogar partidas grandes, capacidade de suportar a pressão e competência para aproveitar as oportunidades.

Dias melhores virão para o Gigante da Colina?

A última semana resumiu bem o momento do Vasco: frustração, esperança, preocupação e euforia.

A eliminação para o Boca Juniors mostrou que o elenco ainda precisa evoluir para competir em decisões internacionais. A aprovação da venda da SAF abriu uma perspectiva de transformação administrativa e financeira. E a virada sobre o Corinthians demonstrou que o time tem capacidade de lutar até o último minuto.

O Vasco precisa aproveitar esse momento para construir uma trajetória mais consistente.

Fora de campo, será fundamental transformar a expectativa em planejamento, estrutura e investimentos bem executados. Dentro dele, será necessário reforçar o elenco, corrigir falhas e desenvolver uma mentalidade vencedora.

O torcedor vascaíno quer voltar a ver o clube protagonista, disputando títulos e enfrentando os grandes adversários de igual para igual.

A nova SAF representa uma oportunidade. A vitória sobre o Corinthians oferece motivação. E a Copa do Brasil pode ser o próximo grande capítulo desta temporada.

Agora é manter os pés no chão, continuar trabalhando e acreditar que dias melhores podem, de fato, chegar.

Vamos, Vasco! Um abraço a toda a rapaziada e até a próxima resenha!

Felipe Rodrigues | Notícias da Colina

Foto: dol.com

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