
Fluminense deixou a Arena da Baixada frustrado após o empate por 3 a 3 com o Athletico-PR, decidido por um pênalti nos acréscimos que provocou protestos de Jemmes e do presidente Mattheus Montenegro. O lance entre Fábio e Viveros, sem checagem do VAR, acendeu debate sobre interpretação da regra e pode influenciar clima do clássico contra o Vasco no Maracanã.
Pênalti no fim provoca empate e ressalta falhas do VAR
Fluminense e Athletico-PR empataram por 3 a 3 na Arena da Baixada, com o placar igualado por um pênalti marcado já nos acréscimos. O lance, que envolveu o goleiro Fábio e o atacante Viveros, foi transformador: a decisão do árbitro não foi revista pelo VAR e gerou forte reação do elenco e da diretoria do Tricolor.
O lance em foco
A jogada ocorreu em cobrança ofensiva do Athletico-PR. Fábio saiu do gol e houve contato com Viveros dentro da área, resultando na marcação de pênalti. Na sequência, o atacante converteu e definiu o placar. A não intervenção do VAR sobre um lance de tamanha importância é o cerne da polêmica.
Reação do Fluminense: críticas de Jemmes e do presidente
Jemmes deixou claro o incômodo: "O mínimo que o juiz tem que fazer é ir ao VAR para olhar o lance. Ele já vai com a intenção, dá o tapa para fora e dobra o joelho. O VAR não chama e saímos prejudicados." O presidente Mattheus Montenegro reforçou o tom: "Saímos daqui com um gosto amargo por conta de um pênalti que estamos até agora tentando entender o que o árbitro viu em campo."
O que as reclamações significam
As queixas refletem mais que frustração momentânea: apontam para uma percepção de inconsistência na aplicação do protocolo de revisão. Para jogadores e diretoria, a sensação é de que uma checagem simples no VAR poderia ter evitado o empate e alterado o resultado e o humor do time.
Impacto na tabela e no próximo compromisso
Com o empate, o Fluminense segue na quarta posição do Campeonato Brasileiro, com 42 pontos. A equipe já volta a trabalhar pensando no clássico contra o Vasco, sábado (5), às 21h no Maracanã, pela 26ª rodada. O sabor amargo do empate pode influenciar a preparação e a tensão do elenco para o confronto local.
Como o episódio pode afetar o time
Além da perda de dois pontos, o episódio tende a aumentar a pressão sobre a arbitragem nas próximas rodadas e pode mexer com a confiança defensiva do Fluminense em momentos decisivos. Do ponto de vista tático, o time terá de manter foco e resiliência para não permitir que a polêmica contamine o clássico.
Análise: o que o lance revela sobre arbitragem e gerenciamento de jogos
O confronto expõe uma contradição recorrente: o VAR existe para reduzir erros claros e óbvios, mas a sua não utilização em lances decisivos alimenta desconfiança. Em jogos equilibrados, decisões nos acréscimos têm efeito desproporcional — não apenas no resultado, mas em jornadas psicológicas e na narrativa da temporada.
Possíveis desdobramentos
A curto prazo, espera-se reclamação formal do clube e maior escrutínio das próximas arbitragens. A médio prazo, episódios assim reforçam o debate sobre protocolos de revisão e transparência nas comunicações entre árbitro e VAR. Para o Fluminense, a prioridade imediata é recuperar foco e transformar a revolta em energia competitiva no clássico contra o Vasco.
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