
Neymar enfrentou um quadro gripal, foi preservado de um treino, mas entrou como titular e jogou 90 minutos na vitória por 1 a 0 do Santos sobre o Corinthians na Neo Química Arena — participação direta no lance do gol e palavra de ordem: sacrifício pelo clube, às vésperas do confronto decisivo com o Palmeiras pela Copa do Brasil.
Neymar jogou doente e comandou vitória do Santos sobre o Corinthians
Neymar confirmou ter atuado gripado no clássico que terminou 1 a 0 para o Santos, domingo, na Neo Química Arena, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. Apesar de ter sido preservado de um treino pré-jogo, foi titular e permaneceu em campo os 90 minutos.
O camisa 10 teve participação direta na jogada do gol: cobrou falta que carimbou a trave e, no rebote, Oliva empurrou para dentro. A vitória levou o Santos a 29 pontos, ocupando a 14ª posição na tabela.
O que disse Neymar
“Muito feliz pela vitória, foi um ótimo jogo. Clássico é sempre importante vencer. Não é fácil jogar doente, é horrível, mas é isso aí. Tudo pelo Santos”, afirmou em vídeo divulgado pelo clube.

Por que a atuação importa
A presença de Neymar em alto nível mesmo doente tem duplo efeito: moral para o elenco e relevância tática. No clássico contra o Corinthians, sua capacidade de decidir bolas paradas e arrastar marcas foi determinante para destravar uma partida equilibrada.
No entanto, a opção por mantê-lo em campo acende um sinal sobre a gestão de recursos do Santos. Com um confronto eliminatório pela frente, a condição física do jogador passa a ser variável crítica para as próximas partidas.
Contexto imediato: desafio na Copa do Brasil contra o Palmeiras
O foco do Santos agora é o jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil, contra o Palmeiras, na Vila Belmiro, quarta-feira, às 21h30 (horário de Brasília). Após perder a ida por 3 a 0, o Peixe precisa vencer por quatro gols de diferença para avançar; em caso de empate no agregado, a decisão vai para os pênaltis.
A exigência do placar transforma a partida em uma corrida contra o tempo: o Santos terá de ser incisivo no ataque sem se expor fatalmente na retaguarda. A condição física de Neymar, já testada contra o Corinthians, será decisiva para a estratégia ofensiva.
O que isso significa para o técnico e o elenco
O treinador precisa equilibrar ambição e prudência. Escalar Neymar novamente demonstra confiança na liderança do astro, mas também implica riscos se o jogador não estiver 100%. Alternativas táticas — mobilidade coletiva, utilização de extremos e bola parada — ganharão destaque caso seja necessário poupar o camisa 10.
Do ponto de vista do elenco, a vitória no clássico é injeção de ânimo. Mas a matemática da Copa obriga uma performance muito superior à exibida no Brasileirão se a classificação for o objetivo.
Análise final: liderança, risco e próximos passos
Neymar mostrou disponibilidade e influência quando mais se precisava, reforçando sua condição de peça-chave do Santos. Ainda assim, a gestão de sua saúde nas próximas 48 horas é tão relevante quanto o plano tático para a Vila Belmiro.
Se o Santos conseguir equilibrar ousadia ofensiva com solidez defensiva e preservar o estado físico das peças mais decisivas, terá alguma chance de forçar a eliminação — ou, ao menos, entregar uma performance que recupere confiança para a sequência do Brasileirão.
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