
Fala, rapaziada do Na Rede Carioca! Tudo beleza?
Vamos para mais um capítulo da nossa peregrinação com o Glorioso Botafogo, que parece estar fazendo de tudo para não vencer! Hoje tivemos um daqueles famosos jogos de seis pontos, contra outro candidato a brigar na parte de baixo da tabela: o Coritiba.
Como a partida foi fora de casa, o otimismo não estava lá essas coisas em General Severiano. Afinal, o retrospecto não nos favorece, e o Coxa costuma dar muito trabalho ao Fogão. Mas, como bom torcedor, espero sempre estar errado quando o assunto é secar o próprio time!
Como vêm os times?
O Coritiba vive um péssimo momento neste Brasileirão. Nos últimos cinco jogos, conquistou apenas uma vitória, sofreu três derrotas e empatou uma partida. Para piorar, as duas derrotas mais recentes foram por goleadas: 5 a 0 para o Vasco e 4 a 0 para o Fluminense, ambas no Rio de Janeiro.
Diante desse cenário, a pergunta era inevitável: será que hoje o Coxa resolveria virar um leão justamente contra nós?
O Botafogo também não está em situação muito diferente. Nos últimos cinco jogos, venceu apenas uma vez, além de somar duas derrotas e dois empates. E as derrotas vieram justamente nas duas últimas partidas: para o Mirassol, fora de casa, e para o Vasco, dentro de nossos domínios.
Ou seja, era um confronto direto em que vencer significava muito mais do que conquistar três pontos. Era uma oportunidade de respirar e afastar um pouco o fantasma do rebaixamento.
Escalações: cinco meias e apenas um atacante!
Segundo as escalações divulgadas pelo GE, o Coritiba foi a campo com Pedro Morisco, Bustos, Tiago Coser, Jacy, Felipe Jonathan, Thiago Santos, Sebastián Gómez, Josué, Pedro Rocha, Lavega e Paulo Roberto. Técnico: Fernando Seabra.
O nosso amado Botafogo começou com Gabriel Batista no gol; Vitinho, Ferraresi, Marçal e Alex Telles na defesa; Allan, Medina, Ziyech, Danilo e Matheus Martins no meio-campo; e Arthur Cabral isolado no ataque. Técnico: Tite.

É isso mesmo, rapaziada: cinco jogadores de meio-campo e apenas um atacante!
Particularmente, eu não entraria com essa formação. Deixaria o Huguinho e Allan na proteção da defesa, liberando Danilo e Ziyech para criar as jogadas ofensivas.
Medina poderia começar no banco, dando espaço para um time com mais equilíbrio e criatividade.
Meu medo era ver o treinador prendendo Danilo para colocar Medina novamente como ponta-direita. Vamos ver o que o professor preparou!
Primeiro tempo: muita posse de bola, pouca inspiração
O Botafogo começou pressionando e conseguiu três escanteios antes dos cinco minutos. Parecia que o Glorioso estava disposto a tomar conta da partida.
Parecia!
O time tinha mais posse de bola, mas faltava criatividade para transformar esse domínio em oportunidades reais. O Coritiba, por sua vez, tentava explorar os contra-ataques em velocidade.
O gramado do Couto Pereira estava excelente, favorecendo quem sabe jogar futebol. O problema é que, naquele momento, parecia que quase ninguém estava muito interessado em demonstrar essa capacidade!
E o Medina? Rapaz, deve ser um craque nos treinamentos! Porque, nos jogos, vinha deixando muito a desejar. Erros de passe, pouca participação e dificuldade para contribuir na construção das jogadas.
Aos 20 minutos, Gabriel Batista fez uma boa defesa e cedeu escanteio. Na cobrança, veio o gol do Coritiba. A bola parada continua sendo um problema sério para o Botafogo: ninguém ataca a bola como deveria, ninguém consegue marcar com eficiência e o adversário acaba encontrando espaço.
Para completar o drama, o gol saiu contra, marcado por Marçal. Inacreditável!
Gol anulado e, depois, empate de verdade!
O Botafogo chegou a empatar. Matheus Martins colocou a bola na área, Danilo dominou com dificuldade, mas conseguiu finalizar. O VAR entrou em ação e a revisão se arrastou por cerca de cinco minutos.
No fim, gol anulado!
Confesso que dá uma desanimada. Parece que, quando o Botafogo marca, a torcida já fica esperando a revisão para saber se pode comemorar. O clube precisa ter uma atuação institucional firme na defesa de seus interesses, sem deixar de reconhecer que cada lance deve ser analisado corretamente.
Mas o Glorioso não desistiu!
Aos 34 minutos, finalmente veio o empate, em uma bela construção ofensiva. Medina arrancou, passou por dois adversários e tocou para Arthur Cabral, que fez o pivô e devolveu a bola. Medina encontrou Danilo na entrada da área, e o camisa alvinegro mandou para dentro!
Agora anula! Anula! Estou brincando, VAR!
E olha só: Medina apareceu muito melhor participando da construção pelo meio. É ali que considero que ele pode ser mais útil, atuando como segundo volante e aproveitando sua capacidade de conduzir a bola.
O primeiro tempo terminou em 1 a 1. Foi movimentado, mas tecnicamente fraco. As duas equipes deram espaços, erraram bastante e deixaram o jogo aberto. O Botafogo teve mais posse e procurou tomar a iniciativa, mas o empate não foi injusto.
Segundo tempo: mudanças, esperança e pouca efetividade
A segunda etapa começou praticamente como terminou a primeira. Chances para os dois lados, erros de passe e pouca qualidade na definição das jogadas.
O Botafogo continuava com mais posse de bola, mas sem conseguir transformar esse domínio em superioridade no placar.
Ziyech era o principal recurso ofensivo do Glorioso, o jogador que mais conseguia oferecer algo diferente na tentativa de furar a defesa adversária.
Aos 27 minutos, Tite mexeu na equipe: saíram Ziyech e Allan para as entradas de Júnior Santos e Domingos Andrade.
Aos 32 minutos, mais duas alterações: Arthur Cabral e Medina deram lugar a Montoro e Tiquinho Soares.
Finalmente, habemus centroavante!
E olha, rapaziada, foram necessários apenas cinco minutos para Tiquinho mostrar mais participação do que Arthur Cabral vinha apresentando nos últimos jogos. O atacante finalizou e participou das ações ofensivas, demonstrando vontade de mudar a história da partida.
Aos 40 minutos, Matheus Martins saiu para a entrada de Paulinho, mais uma tentativa de encontrar a jogada que pudesse garantir a vitória.
Mas não deu.
Fim de jogo: Coritiba 1 x 1 Botafogo.
A tabela preocupa, e o empate deixa aquele gosto amargo
Com o resultado, o Coritiba chegou aos 39 pontos e passou a ocupar a décima posição, enquanto o Botafogo alcançou 36 pontos, na 13ª colocação, ficando apenas quatro pontos à frente do Internacional, primeiro time na zona de rebaixamento.
É uma situação que exige atenção. Cada rodada sem vitória aumenta a pressão e diminui a margem para erros.
A partida mostrou por que as duas equipes atravessam um momento tão delicado no campeonato. Faltaram criatividade, intensidade e ambição. O jogo se resumiu, em muitos momentos, à disputa pela posse de bola, sem que os times conseguissem transformar esse domínio em finalizações consistentes.
Pelos nomes do elenco, pela folha salarial e pelo peso da camisa, o Botafogo tinha obrigação de buscar a vitória. O Coritiba também se mostrou vulnerável defensivamente, mas o Glorioso teve dificuldade para aproveitar os espaços.
Era muito toque de um lado para o outro, até Ziyech ou Alex Telles tentar jogar a bola na área para encontrar quem? Ninguém!
E aí está outro problema: quando Tiquinho entrou, Ziyech já havia saído. O papel de colocar a bola na área acabou ficando, em alguns momentos, com Vitinho. Resultado?
Nosso centroavante recebeu poucas oportunidades para mostrar seu futebol.
O que eu mudaria no Botafogo?
Defensivamente, achei o time um pouco mais equilibrado. Tudo bem, o Coritiba não é exatamente o melhor parâmetro para medir essa evolução, mas também fomos massacrados pelo Mirassol e pelo Vasco, equipes que estão disputando a mesma região da tabela.
As melhores oportunidades do Coxa nasceram, em boa parte, de erros de passe do próprio Botafogo. Isso precisa ser corrigido urgentemente!
Outra coisa que me incomoda é recuar Danilo para adiantar Medina. Na minha visão, estamos sacrificando a qualidade de um dos nossos melhores jogadores para acomodar uma formação que não vem funcionando como deveria.
Eu entraria com Huguinho e Allan na proteção, soltaria mais Danilo e Ziyech e ainda pensaria em Montoro na vaga de Medina. Também avaliaria Domingos Andrade no lugar de Matheus Martins.
Três volantes? Sim, rapaziada!
Eu prefiro favorecer a qualidade técnica dos nossos melhores jogadores e montar uma equipe equilibrada, com liberdade para quem realmente pode criar e decidir.
Mas vocês sabem como funciona: eu só jogo FIFA! O Tite é campeão do mundo!
Vamos ter fé no homem!
Os destaques individuais

Medina: melhorou em relação às últimas atuações. Demonstrou mais confiança nas arrancadas e participou da jogada do gol. Ainda errou alguns passes, mas, no geral, teve uma atuação mais interessante. Precisa encontrar regularidade.

Domingos Andrade: teve pouco tempo em campo, mas não comprometeu. Pelo contrário, mostrou que talvez mereça mais oportunidades. É difícil avaliar um jogador que quase não recebe minutos para mostrar seu futebol.

Ziyech: foi um dos principais recursos ofensivos do Botafogo. Quando a equipe precisava de alguém capaz de tentar algo diferente, ele aparecia como uma das alternativas mais interessantes.

Tiquinho Soares: para mim, o grande recado da partida. Entrou ligado, roubou bola, arrancou, sofreu uma falta que resultou em cartão amarelo para o adversário e ainda finalizou com perigo. Em poucos minutos, mostrou mais participação ofensiva do que Arthur Cabral vinha oferecendo nas últimas partidas.
E aqui vai minha cobrança: já passou da hora de Tiquinho ser titular!
Não temos tempo para ficar esperando indefinidamente. O Botafogo precisa de gols, precisa vencer e precisa aproveitar melhor as oportunidades. Não é hora de fazer experiências sem fim nem de deixar jogadores que podem ajudar o time presos ao banco.
Acorda, Tite! O Botafogo precisa reagir!
Apesar de tudo, continuo tentando enxergar os pequenos progressos. Hoje, o Botafogo não sofreu o mesmo sufoco que vimos contra Mirassol e Vasco. O time conseguiu ter mais a bola e apresentou alguns momentos interessantes, ainda que insuficientes para conquistar os três pontos.
Mas evolução sem resultado não tira ninguém da parte de baixo da tabela!
A torcida está cansada de ver o time tropeçar justamente quando precisa reagir.
Cada partida é uma oportunidade de mudar o rumo da temporada, e o Botafogo não pode continuar desperdiçando pontos contra adversários diretos.
Tite tem experiência, currículo e capacidade para encontrar soluções. Agora, precisamos que isso apareça dentro de campo, nas escolhas, nas substituições e, principalmente, nos resultados.
Continuo otimista, mas a paciência está acabando.
O Glorioso precisa transformar os pequenos sinais de melhora em vitórias. Precisamos de mais criatividade, menos erros, um time equilibrado e um centroavante que receba oportunidades para decidir.
E, por favor, professor: vamos dar uma chance ao Tiquinho como titular!
Acorda, Tite! O Botafogo precisa de gols. E precisa agora!
Saudações alvinegras! ⚫⚪
Resenha do Bairro
Por Rodrigo Barreto
Foto Vitor Silva/Flickr.com Botafogo




