Botafogo sofre virada do Remo em casa, perde invencibilidade e irrita torcida

Botafogo sofre virada do Remo em casa, perde invencibilidade e irrita torcida

O Botafogo de Futebol e Regatas viu sua sequência invicta chegar ao fim de forma amarga. Diante de 22.116 torcedores, o Alvinegro foi derrotado de virada pelo Clube do Remo por 2 a 1, após um segundo tempo apático no Nilton Santos.

O mês de abril terminou junto com a invencibilidade do Glorioso — e deixando sinais de alerta.

Primeiro tempo: domínio e vantagem alvinegra

O técnico Franclim Carvalho mandou a campo: Neto; Vitinho, Ferraresi, Bastos e Alex Telles; Medina, Danilo e Montoro; Kadir Barría, Arthur Cabral e Matheus Martins.

Empurrado pela torcida, o Botafogo começou em ritmo intenso. Com apenas 10 minutos, já havia criado três grandes oportunidades, com Matheus Martins, Vitinho e Alex Telles.

A pressão virou gol aos 12 minutos: Telles cobrou escanteio pelo lado direito, a bola encontrou Ferraresi no primeiro pau, que desviou por cobertura, sem chances para Marcelo Rangel: 1 a 0.

O Alvinegro seguiu dominante. Vitinho levou perigo aos 17, Arthur Cabral obrigou boa defesa aos 22 e Kadir Barría assustou aos 27, após bela jogada construída por Medina.

Nos minutos finais, o Remo cresceu. Aos 34, Jajá invadiu a área e parou em grande defesa de Neto. Aos 39, Zé Welison acertou o poste após escanteio. O Botafogo respondeu na sequência, com Kadir finalizando para fora após jogada individual.

Segundo tempo: queda brusca e virada do Remo

Na volta do intervalo, Franclim promoveu mudanças — contestadas por parte da análise. A principal delas foi a saída de Kadir Barría, um dos melhores em campo, para a entrada de Edenílson. Segundo o jornalista Wellington Arruda, o atacante panamenho retornou mancando.

Aos 64 minutos, Allan e Marçal entraram nas vagas de Medina e Alex Telles.

O empate veio aos 70: Jajá cruzou, Bastos falhou no corte e a bola sobrou limpa para Alef Manga, que finalizou para o gol.

Buscando reação, Franclim colocou Júnior Santos aos 77, no lugar de Montoro. Aos 80, Allan se lesionou e deu lugar a Tuco Correa.

Sem efeito nas mudanças, o Botafogo acabou castigado nos acréscimos. Aos 92, em contra-ataque, Gabriel Poveda finalizou de fora da área, Neto espalmou e, no rebote, Jajá marcou o gol da virada: 2 a 1 para o Remo.

Destaques individuais: do “Craque do Bairro” ao “vilão”

Na defesa, Ferraresi foi o ponto alto do Botafogo. Seguro, eficiente e ainda decisivo no ataque com o gol, o zagueiro foi o “Craque do Bairro”, recebendo nota 7.9 no Sofascore.

Por outro lado, Bastos teve atuação comprometedora. Falhou no lance do primeiro gol do Remo e mostrou insegurança ao longo da partida, sendo apontado como o “Bagre” do jogo, com nota 5.8 no Sofascore.

Franclim justifica mudanças e dispara: “O meu Botafogo não pode fazer isso”

Após a partida, Franclim Carvalho concedeu entrevista coletiva e não escondeu a insatisfação, especialmente com o desempenho no segundo tempo.

Logo de início, rebateu críticas ao modelo de jogo:

> “Essa é uma constatação sua. É sua opinião? Ok… Temos uma ideia de propor jogo. Acho que estamos mais bem postados.”

O treinador explicou que as alterações no intervalo buscavam corrigir o comportamento da equipe, mas reconheceu que o resultado foi oposto ao esperado.

A crítica foi direta:

> “O meu Botafogo não pode fazer isso.”

Segundo ele, o time perdeu agressividade e praticamente não produziu ofensivamente na etapa final.

Franclim também analisou os gols sofridos, apontando falhas de execução:

> “Sofremos o primeiro gol em uma transição… estávamos em superioridade numérica.”

“No segundo gol… eram quatro contra três. Não recuperamos.”

Mesmo assim, defendeu o estilo adotado:

> “Quando temos a posse, é normal que estejamos mais expostos.”

E destacou a estratégia do adversário:

> “O adversário colocou o Alef Manga de centroavante… queriam esse estilo de jogo.”

Clima de alerta

A derrota encerra a invencibilidade do Botafogo e liga o sinal de alerta. O desempenho no segundo tempo, aliado às decisões que não surtiram efeito, aumenta a pressão interna e externa sobre o elenco e a comissão técnica.

Foto: Vitor Silva

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