Botafogo busca equilíbrio

O “esquizofrênico” Botafogo: melhor ataque e pior defesa do Brasileirão

Montagem: ChatGPT

O Botafogo vive um cenário paradoxal neste início de Campeonato Brasileiro. Ao mesmo tempo em que ostenta o melhor ataque da competição, também tem a defesa mais vazada — um retrato fiel da instabilidade que marcou a equipe ao longo da temporada.

Em apenas três meses, o clube foi comandado por três treinadores com propostas distintas. O primeiro deles, Martín Anselmi, dirigiu o time em seis partidas no Brasileirão. Nesse período, o Botafogo sofreu 12 gols (média de 2 por jogo) e marcou 10 (média de 1,67), com aproveitamento de 33%. A equipe mostrou fragilidade defensiva diante de adversários com alto poder ofensivo. Um dos destaques negativos foi o confronto contra o Grêmio, quando Carlos Vinícius — hoje com sete gols na competição — marcou três vezes na vitória gaúcha por 5 a 3. Na mesma partida, Edenílson, atualmente no elenco alvinegro, também deixou sua marca contra o Glorioso.

Outro revés marcante veio diante do Flamengo. Na derrota por 3 a 0 no Nilton Santos, Pedro — também com sete gols no campeonato — aproveitou a vulnerabilidade defensiva e balançou as redes. Apesar disso, o período teve como ponto positivo o desempenho de Danilo, autor de quatro dos seus sete gols até aqui, incluindo dois na goleada por 4 a 0 sobre o Cruzeiro.

Após a saída de Anselmi, o interino Rodrigo Bellão assumiu por três jogos. O time manteve a instabilidade defensiva, sofrendo sete gols (média de 2,33 por partida), mas melhorou ofensivamente, com seis gols marcados. O principal destaque negativo foi a derrota por 4 a 1 para o Athletico Paranaense, quando Viveros, artilheiro da competição com oito gols, marcou duas vezes. Ainda assim, Bellão encerrou sua passagem com aproveitamento de 66,67%.

A tentativa de estabilizar a equipe veio com a chegada de Franclim Carvalho, integrante da comissão técnica no título de 2024. Em três partidas, soma uma vitória e dois empates (55% de aproveitamento). Sob seu comando, o goleiro Neto retomou a titularidade, sofrendo três gols em dois jogos. No ataque, Matheus Martins marcou dois de seus quatro gols no torneio, enquanto Danilo acrescentou mais dois à sua conta. No período, o Botafogo fez oito gols e sofreu cinco — números que indicam leve evolução, mas ainda distante do equilíbrio ideal.

Em melhor momento recente, o Glorioso volta a campo no próximo sábado contra o Remo, às 16h, no Estádio Nilton Santos. A partida marca o reencontro com Patrick de Paula e Diego Hernández, hoje no clube paraense. O adversário ocupa a 19ª posição, com oito pontos, 13 gols marcados e 23 sofridos — apenas um a menos que o Botafogo.

Com 24 gols feitos e 24 sofridos, o time carioca simboliza como poucos o desequilíbrio desta edição do Brasileirão: um ataque avassalador, mas uma defesa que segue sendo o principal ponto de atenção.

A equipe da Resenha estará presente na cobertura da partida.

Resenha do Bairro por Sérgio Nascimento

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