
Rogério Ceni criticou com veemência a arbitragem após a derrota do Bahia por 2 a 0 para o Fluminense no Maracanã, apontando um gol de Erick anulado e um pênalti não marcado em Ademir. O técnico reclamou ainda da escalação de árbitros locais, embora reconheça que o amistoso teve papel importante na preparação antes do confronto com a Chapecoense na Arena Fonte Nova.
Ceni explode contra a arbitragem após derrota do Bahia por 2 a 0 para o Fluminense
Rogério Ceni deixou claro o descontentamento com a arbitragem após o amistoso no Maracanã. A derrota por 2 a 0 foi ofuscada por decisões polêmicas: um gol de Erick anulado no primeiro tempo e um lance de possível pênalti em Ademir não assinalado quando o placar ainda estava zerado. O treinador também reclamou da escolha da equipe de arbitragem, que era local, apesar de ter pedido um árbitro de fora do Rio de Janeiro.
O que ocorreu no lance do gol anulado
O gol de Erick, marcado ainda na primeira etapa, foi invalidado pela arbitragem. Ceni questionou a justificativa apresentada, afirmando que ela foi alterada ao longo do jogo — um detalhe que, na visão do técnico, compromete a credibilidade da decisão. Para parte da torcida e da comissão técnica, a interrupção do lance tirou o ímpeto do Bahia em um momento climático da partida.
Ceni explode contra arbitragem: gol anulado e decisões tiram credibilidade do amistoso
Pênalti em Ademir e reconhecimento de erro justo
Além do gol anulado, Ceni apontou um possível pênalti não marcado sobre Ademir no início do duelo. Mesmo criticando esses erros, o treinador reconheceu que a penalidade assinalada a favor do Fluminense na segunda etapa foi correta. Esse posicionamento pragmático evita transformar todas as decisões em narrativa de injustiça, mas reforça sua preocupação com a consistência das arbitragens em jogos-teste.
O impacto na preparação do Bahia
Apesar da bronca pública, Ceni avaliou a intertemporada positivamente e destacou o valor dos amistosos para ajustar sistema tático, ritmo de jogo e opções de elenco. Esses jogos têm função explícita de testes — avaliar Erick, Ademir e outras peças do time — e, nesse sentido, cumpriram objetivo. Ainda assim, decisões controversas em amistosos podem minar confiança e foco em curto prazo, principalmente antes do retorno ao Campeonato Brasileiro.

Por que a reclamação importa
A crítica de Ceni toca em duas frentes relevantes: controle do ambiente de preparação e padronização das arbitragens. Amistosos servem para simular condições de jogo close to realidade competitiva; quando a arbitragem gera dúvidas, a utilidade prática do teste diminui. Há também componente de imagem — um treinador que reclama publicamente busca responsabilizar instâncias e proteger seus atletas, mas arrisca criar ruído antes de partidas oficiais.
O que vem a seguir: foco no retorno ao Brasileiro
O Bahia volta as atenções para o confronto contra a Chapecoense, na sexta-feira, na Arena Fonte Nova, marcado como reestreia da equipe nas competições oficiais após a pausa para a Copa do Mundo. Ceni terá pouco tempo para trabalhar correções táticas e recuperação psicológica do elenco. A escalação, sobretudo das peças envolvidas nas polêmicas (Erick e Ademir), e a postura coletiva no duelo em Salvador serão indicativos de como o time assimilou o amistoso.
Possíveis desdobramentos e interpretações
A postura firme do treinador pode pressionar instâncias e clubes a reverem critérios de escolha de árbitros em amistosos de preparação, mas também cria expectativa sobre capacidade do Bahia de transformar frustração em desempenho. Do lado esportivo, a prioridade imediata é consolidar padrão defensivo, recuperar confiança ofensiva e evitar que decisões externas contaminem a preparação para o Campeonato Brasileiro.
Conclusão
A derrota por 2 a 0 deixou lições técnicas para Rogério Ceni e o elenco do Bahia, mas a controvérsia com a arbitragem virou o foco da narrativa. Resta ao clube equilibrar cobrança pública e trabalho prático para que o amistoso seja lembrado pelo aprendizado tático — não apenas pelas decisões contestadas no Maracanã — quando enfrentar a Chapecoense na Fonte Nova.
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