
Mariano, lateral-direito multicampeão, anunciou sua aposentadoria aos 39 anos nesta quarta-feira (15). Ídolo do Atlético-MG e campeão com o Fluminense, ele encerra a carreira após deixar o América-MG em 2025, afirmando que seguirá “nos bastidores”. A decisão põe fim a uma trajetória marcada por regularidade, títulos nacionais e passagens importantes na Europa.
Mariano anuncia aposentadoria: o adeus de um lateral confiável
Mariano Ferreira Filho confirmou o fim da carreira profissional aos 39 anos. O lateral-direito, sem clube desde 2025 após passagem pelo América-MG, divulgou uma mensagem de despedida e agradecimento aos torcedores, garantindo que seguirá ligado ao futebol “nos bastidores”. A confirmação fecha um ciclo que trouxe consistência técnica, longevidade e um currículo raro para jogadores da sua posição.
Resumo da carreira: de Guarani ao status de ídolo no Atlético-MG
Início e consolidação no Brasil
Mariano começou no Guarani e teve saídas discretas por Ipatinga, Tombense e Cruzeiro antes de ganhar projeção a partir de 2009. No Fluminense construiu sua reputação: 165 partidas e o título do Campeonato Brasileiro de 2010, desempenho que catapultou sua carreira rumo à Europa.

Carreira na Europa
A mudança para a Europa em 2011 rendeu passagens por Bordeaux (vitória na Taça da França), Sevilla e Galatasaray. Na Turquia consolidou um dos momentos mais vitoriosos fora do Brasil, com quatro títulos nacionais — experiência que agregou maturidade tática e competitiva ao seu jogo.
Retorno e era vencedora no Atlético-MG
Em 2020, Mariano assinou com o Atlético-MG e participou de uma era vencedora no clube. Foram 184 partidas, 15 assistências, um gol e oito títulos: cinco Campeonatos Mineiros, um Brasileiro, uma Copa do Brasil e uma Supercopa do Brasil. Esses números explicam por que virou referência no setor defensivo ofensivo do time.
Números finais e última passagem pelo América-MG
Na etapa final pelo América-MG disputou 25 jogos, com uma assistência registrada. O conjunto da obra — participação decisiva em clubes nacionais e rendimento europeu — transforma a aposentadoria em um marco natural de uma carreira longa e consistente.
O que a aposentadoria significa
Mariano sai do jogo como um lateral moderno: sólido na marcação, eficiente no apoio e extremamente confiável para treinadores. Sua carreira ilustra como a regularidade e a capacidade de adaptação podem prolongar a relevância de um jogador. Para Atlético-MG e torcedores, a ausência será sentida tanto pelo desempenho em campo quanto pelo exemplo profissional.
Possíveis caminhos pós-carreira
Ele próprio mencionou a intenção de atuar “nos bastidores”. Com perfil de liderança e vasta experiência internacional, Mariano tem ferramentas para migrar a funções técnicas, formação de atletas ou atuação institucional — opções que fariam sentido sem transformarem análise em pura especulação.
Legado
Mariano deixa um legado de títulos e consistência. Do título brasileiro com o Fluminense às conquistas em Minas, passando pelo aprendizado e troféus na Turquia e França, sua trajetória serve como referência para laterais brasileiros: talento, disciplina e longevidade. Para o futebol nacional, a despedida confirma a importância de profissionais que combinam eficiência e caráter competitivo.
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