
Palmeiras mantém postura cautelosa com Paulinho: o atacante segue em recuperação de lesão no adutor da coxa direita e não terá data fixa de retorno, apesar da pressão da torcida. Clube estima cerca de duas semanas a mais de trabalho, priorizando readaptação física diante do histórico de lesões.
Situação atual
Paulinho segue fora dos treinos com o elenco principal do Palmeiras por uma lesão muscular no adutor da coxa direita. A previsão de recuperação é de aproximadamente duas semanas, mas o clube não quer cravar data de retorno para evitar recaídas.
A comissão técnica de Abel Ferreira opta por priorizar a preparação física e a capacidade do jogador suportar a intensidade dos treinamentos e partidas antes de reinseri‑lo na lista de relacionados.
O que Abel Ferreira disse
Abel Ferreira deixou claro que a nova lesão não tem relação com as antigas fraturas por estresse na perna direita, que já foram tratadas. Segundo o treinador, o problema atual é exclusivamente muscular e faz parte do processo de readaptação física do atacante.
A postura do técnico é de prudência: acelerar o retorno poderia comprometer a sequência de jogos e repetir ciclos de lesão que já limitaram a disponibilidade do jogador.
Recorrência de lesões: Paulinho sente incômodo no adutor e é preservado por Abel Ferreira
Histórico e números de Paulinho
Desde a contratação no início de 2025 por cerca de 18 milhões de euros, Paulinho disputou 25 partidas pelo Palmeiras, marcando cinco gols e dando duas assistências. Em 2026, entrou em campo e balançou as redes contra Flamengo e Chapecoense, mas teve a sequência interrompida por problemas físicos.
O atacante passou por duas cirurgias relacionadas a fraturas na perna direita — uma em 2024, no período no Atlético‑MG, e outra em 2025 já como jogador do Palmeiras — e, após longo afastamento, voltou a ser titular em 26 de julho, frente ao Atlético‑MG, após 441 dias.

Por que isso importa
A situação afeta diretamente o planejamento do Palmeiras. Paulinho é a contratação mais cara recente e a torcida espera retorno e contribuição direta no ataque. A falta de sequências de jogos prejudica entrosamento e avaliação do custo‑benefício do investimento.
Do ponto de vista esportivo, a decisão de não fixar data protege o clube de riscos maiores: um retorno precipitado poderia regredir a evolução física e forçar nova cirurgia ou longos períodos fora.
O que pode acontecer a seguir
Se a recuperação evoluir sem intercorrências, Paulinho pode voltar a integrar o elenco em treinamentos intensos dentro de duas semanas e gradualmente disputar minutos. Caso surjam sinais de dor ou falta de resistência, a reavaliação clínica será necessária e os prazos podem se estender.
A chave será a capacidade do departamento médico e da preparação física em transformar a reapresentação em continuidade — não apenas em um retorno pontual.
Análise final
A cautela adotada por Abel e pela direção é sensata. Diante do histórico de fraturas e intervenções, priorizar a consistência física vale mais do que atender a pressões externas por resultados imediatos. Para o Palmeiras, equilibrar a gestão de carga de Paulinho com a necessidade de desempenho ofensivo será um desafio técnico e estratégico nas próximas semanas.
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