
Após a saída de Tomás Rincón, apenas Miguelito e Diógenes permanecem do elenco do Santos que foi rebaixado em 2023; Alex Nascimento, Sandry e João Paulo têm futuro indefinido. A redução evidencia uma reformulação profunda no clube e pressiona jovens a assumirem protagonismo nesta temporada, entre oportunidades e incertezas.
Reformulação do Santos: dois remanescentes do rebaixamento de 2023
O Santos chega a 2026 com apenas dois jogadores do elenco que viveu o rebaixamento em 2023: o meia Miguelito e o goleiro Diógenes. A saída de Tomás Rincón acelerou esse descolamento entre o plantel atual e aquele que caiu para a Série B, sinalizando uma limpeza de peças e mudança de direção técnica e administrativa no clube.
Miguelito: da estreia tímida à ascensão
Miguelito participou de apenas sete jogos entre 2022 e 2023, entrando no Brasileirão nas duas primeiras rodadas e figurando no banco nas partidas decisivas, incluindo a derrota para o Fortaleza que confirmou o rebaixamento. Hoje, aos 22 anos, já tem 20 partidas em 2026 e vem consolidando espaço, com gol e assistências que justificam confiança progressiva da comissão técnica.
Diógenes: oportunidade por necessidade
Terceiro goleiro em 2023, Diógenes não chegou a atuar durante a campanha da queda. Após um período afastado quando o clube buscou reforços, ele retornou ao grupo por conta do fracasso na contratação de Tadeu, do Goiás, e atuou como titular em três partidas de 2026. Sua trajetória ilustra como imprevistos de mercado podem reabrir portas para jovens com pouca rodagem.
Jogadores com vínculo, mas fora dos planos
Além dos dois remanescentes, há atletas vinculados ao Santos que não integram o projeto esportivo atual e treinam à parte ou retornaram de empréstimos sem espaço claro no elenco.
Alex Nascimento e Sandry: contratos até dezembro, futuro indefinido
O zagueiro Alex Nascimento, com seis jogos no Brasileiro de 2023, segue vinculado até dezembro e treina em horários alternativos. Sandry, presente em cinco partidas naquele campeonato, voltou de empréstimo ao Criciúma em clima de desentendimento sobre os termos da saída. Ambos parecem encaminhados para saída ou negociação, sinalizando que o clube prefere abrir espaço a novas contratações ou oportunidades para jovens.
João Paulo: queda de protagonismo e dúvidas
João Paulo foi o principal jogador do Santos em 2023, com 59 partidas, mas não conseguiu se firmar no empréstimo ao Bahia, que abriu mão da compra. Mesmo com contrato até 2027, sua situação segue indefinida, e o clube precisa decidir se mantém um goleiro que já teve destaque ou procura uma solução mais alinhada ao projeto atual.
O que essa renovação significa para o Santos
A saída em massa de remanescentes do elenco de 2023 confirma uma tentativa de reset do clube. Isso pode acelerar a aposta em jovens, reduzir custos salariais e permitir uma identidade de jogo mais definível. No entanto, abre riscos: perda de experiência, pressão sobre atletas em fase de formação e necessidade de planejamento para não repetir erros que culminaram no rebaixamento.

Próximos passos e cenários prováveis
No curto prazo, a direção precisa decidir os destinos de Alex, Sandry e João Paulo — vendas, empréstimos ou integração ao elenco profissional. No campo técnico, a evolução de Miguelito e a segurança de Diógenes podem influenciar reforços na meia e na meta. A gestão terá de equilibrar urgência por resultados com paciência para desenvolvimento de jovens, sob o olhar exigente da torcida e do mercado.
Por que importa
A metamorfose do elenco é uma leitura direta do quanto o clube deseja romper com o passado recente. A efetividade dessa opção dependerá de escolhas cirúrgicas no mercado e de um projeto esportivo coerente. Se bem conduzida, a renovação pode recolocar o Santos competitivo; mal administrada, poderá apenas adiar novas crises.
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