O futebol que se joga hoje tem um problema do ponto de vista tático: a marcação
por pressão. É compreensível que a grande maioria dos times joguem utilizando
esse tipo de marcação, mas assistindo às partidas não dá para negar: os jogos
em que essa alternativa predomina -- ou seja, quase todos -- tornam o jogo feio,
difícil de assitir.
É que a marcação por pressão está resultando em um perde-e-ganha da posse
de bola em sequência e, com isso, é muito mais difícil ver o jogo fluir. É um tal
de "rouba-e-perde-a-bola" que é difícil ver um toque de bola mais aprimorado, um passe mais preciso.
O resultado é que, quando um time fica com a posse de bola um pouco menos
pressionado pelo adversário, opta-se por um chutão para a frente. Na maioria dos casos, tem um grandalhão no ataque que fica o jogo todo se chocando com o zagueiro na tentativa de, numa sobra de bola, avançar para o gol.
Então, os jogos estão se resumindo a isso: perda e recuperação de bola várias vezes e um chutão em busca do centroavante, que se torna o escudo do time em busca de bolas muito difíceis de controlar e que, portanto, dão pouca sequência às jogadas.
Não sou contra nem a favor dessa maneira de jogar. O que incomoda é que praticamente TODOS os times do mundo usam essa tática e o jogo fica sem sequência.
Será que não existem opções? Tem que haver! Quais são elas eu não sei. Mas os treinadores estão aí para achar as alternativas. Caso contrário, continuaremos a ver jogos truncados, sem sequência e sem espaço para jogadores de talento.
Ao trabalho, portanto, senhores treinadores! Futebol também tem que ser espetáculo! Caso contrário, ninguém sai ganhando!