O chileno Tapia joga de uma maneira que faz lembrar o saudoso Terto,
de tantas histórias pelo São Paulo. Só que o Tapia é pior.
O Terto não era um gênio, mas era perigoso. Tinha velocidade e era
valente -- um jogador que nunca acreditava em bola perdida. Viveu
seu período áureo no São Paulo em 1970 e 1971, principalmente pelo
aproveitamento dos longos e geniais lançamentos do Gerson, o
Canhotinha de Ouro.
O Tapia é igualmente valente, rápido e briga por todas as bolas. Mas
em vez de receber lançamentos do Gerson ele é obrigado a disputar
com os zagueiros adversários os chutões que vêm da defesa do São
Paulo.
Como, além disso, ele tem menos recursos técnicos que o Terto --
que também não era um primor --, o resultado é muito esforço para
pouco resultado.
É pena, porque jogadores com tanta disposição e garra são pouco
comuns no futebol. E como o São Paulo está praticamente sem
alternativas no ataque resta torcer para que ele, numa de suas
suadas disputadas, acabe por fazer um gol.
Não custa tentar. Milagres acontecem!