Meia argentino que abriu caminho para a vaga do tricolor nas oitavas teve passagem pelo Estrela da Amadora, clube que adotou as cores tricolores após gesto histórico
Por: Trincheira Tricolor - Rio de Janeiro
28/05/2026

A noite de quarta-feira (27) foi de muitas emoções para o torcedor tricolor. Enquanto o Fluminense vencia seu jogo contra o Deportivo La Guaira no Maracanã por 3 a 1, as atenções voltavam-se para Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. O Independiente Rivadavia bateu o Bolívar e carimbou o passaporte dos cariocas. No centro deste feito esteve um herói improvável: Leonel Bucca, um meio-campista que carrega em seu currículo a honra de já ter vestido as cores tricolores, mas do outro lado do Atlântico.
O gol que ecoou no Rio de Janeiro
O Independiente Rivadavia entrou em campo determinado a fazer história e conseguiu. Com uma atuação segura, a equipe argentina bateu o Bolívar fora de casa por 3 a 1, garantindo a segunda melhor campanha geral, ficando atrás somente do Flamengo. Isso logo na primeira participação do clube no principal torneio das Américas.
Quem abriu o caminho para a vitória foi Leonel Bucca. Já nos acréscimos do primeiro tempo, o meia argentino recebeu um passe de Matías Fernández, quebrou a resistência da zaga boliviana e bateu de fora da área, deslocando o goleiro Carlos Lampe. O gol do argentino foi muito comemorado também no Maracanã. Mesmo separados por uma distância de aproximadamente 2.500 km, os gols de Bucca, Villa e Crego garantiram a vaga do Flu no mata-mata.

Reprodução: Instagram/@lilo.bucca
Leonel Bucca e a camisa verde, branca e grená
Para os torcedores do Fluminense, o nome de Bucca pode ter passado desapercebido. O jogador, nas duas vezes em que jogou contra o Flu, entrou somente nos minutos finais, mas o atleta de 27 anos guarda uma ligação muito particular com as cores verde, branca e grená. Antes de chegar ao Independiente Rivadavia, o meio-campista argentino teve uma passagem pelo futebol português, onde defendeu o Estrela da Amadora.
Bucca já estava acostumado a ter seu nome ovacionado por torcedores que vestiam a mesma paleta de cores que move milhões no Rio de Janeiro. No clube português, o atleta vestiu a mítica camisa dividida em listras verticais verdes, brancas e grenás, um manto cuja origem é fruto de um dos pactos de amizade mais bonitos do futebol internacional.

Reprodução: Instagram/@lilo.bucca
Uma fraternidade que cruzou o Atlântico em 1951
A ligação entre o Estrela da Amadora e o Fluminense não é uma mera coincidência estética. Em 1951, após uma comitiva do clube brasileiro ter sido recebida com enorme fidalguia e carinho na Amadora, a diretoria tricolor enviou para Portugal um carregamento completo de uniformes oficiais como gesto de agradecimento. O impacto foi tão positivo que o clube português adotou as cores brasileiras de forma definitiva, marcando o início de uma união que dura há mais de sete décadas.
Anos mais tarde, o zagueiro Duílio, ídolo e campeão brasileiro pelo Fluminense em 1984 também entrou na galeria de heróis do tricolor lusitano ao comandar o Estrela na conquista histórica da Taça de Portugal em 1990. Leonel Bucca deixou o Estrela em maio de 2025, transferindo-se para o Independiente Rivadavia. Porém, de forma indireta, coube a outro atleta com passagem na Amadora honrar a conexão Luso-Brasileira. O gol de Bucca é definitivamente um dos mais importantes para que o Fluminense mantivesse o sonho do bi na Libertadores de 2026 ainda vivo.
Na sexta-feira (29), a Conmebol realiza o sorteio para definir os confrontos das oitavas de final da Copa Libertadores. Fluminense e Independiente Rivadavia, remanescentes do Grupo C, pelos critérios adotados pela entidade, podem se encontrar inclusive já na próxima fase. Os confrontos ocorrerão após a Copa do Mundo de Seleções, e o Tricolor terá tempo para se reestruturar e seguir adiante na competição rumo ao bicampeonato.
Redigido com Auxílio de IA
Foto destaque: Reprodução/Instagram@lilo.bucca




