Tricolor revive cenário dramático semelhante ao da campanha histórica de 2011 e aposta na força do Maracanã para sobreviver na Libertadores
Por: Trincheira Tricolor - Rio de Janeiro
27/05/2026

Se hoje o Fluminense FC enfrenta um desafio extremamente complicado na Libertadores, há 15 anos o clube viveu uma situação ainda mais dramática e conseguiu transformá-la em uma das classificações mais históricas de sua trajetória continental.
Nesta quarta-feira (27), o Tricolor recebe o Deportivo La Guaira, no Maracanã, precisando vencer para seguir vivo na competição. Porém, além de fazer sua parte diante dos venezuelanos, o time carioca também terá que torcer por um tropeço do Club Bolívar, que atua como mandante, mas longe da altitude de La Paz.
Missão difícil? Em 2011 o Flu precisou de um verdadeiro milagre
A situação atual é complicada, mas o cenário vivido pelo Fluminense na Libertadores de 2011 era ainda mais improvável.
O Tricolor chegou à última rodada da fase de grupos na lanterna de sua chave, considerada uma das mais difíceis daquela edição. O grupo contava com Argentinos Juniors (Arg), América (Mex) e Nacional (Uru).
O equilíbrio era tão grande que todos os clubes chegaram à rodada decisiva com chances de classificação. Porém, os problemas do Fluminense iam muito além das quatro linhas.
O afastamento de Emerson Sheik antes do jogo por indisciplina agravou a crise interna. Pouco antes, Muricy Ramalho, técnico campeão brasileiro pelo clube em 2010, pediu demissão e expôs publicamente problemas estruturais nas Laranjeiras.
Em entrevista ao jornalista Paulo Vinicius Coelho, Muricy reclamou das condições do local de treinamento e teria mencionado a presença de ratos no local. A declaração repercutiu fortemente e virou motivo de chacota entre rivais. Posteriormente, o treinador negou ter utilizado o termo.
Sem conseguir encontrar rapidamente um substituto de peso, o clube negociou com Abel Braga, que estava no Al Jazira Club. Abel aceitou retornar ao clube, mas apenas após o término de seu contrato no futebol árabe.
Antes disso, o Fluminense tentou contratar Gilson Kleina, então na Associação Atlética Ponte Preta, mas o treinador recusou a proposta. Sem alternativas, a diretoria apostou em Enderson Moreira como solução emergencial.

Foto destaque: Volante Diguinho Comemora classificação (Reprodução/Fluminense.com.br)
A matemática da classificação heroica
Além do ambiente turbulento, o Fluminense precisava cumprir uma missão quase impossível.
O Tricolor tinha obrigação de vencer o Argentinos Juniors, na Argentina, no estádio Estádio Diego Armando Maradona, por dois gols de diferença. Paralelamente, Nacional e América precisavam empatar no Uruguai.
E o roteiro aconteceu exatamente como os tricolores sonhavam.
Enquanto uruguaios e mexicanos empatavam por 0 a 0, Fred comandava uma atuação histórica em Buenos Aires e reacendia de vez a mística do “Time de Guerreiros”.
O jogo que eternizou a geração dos guerreiros
O Fluminense abriu o placar com Júlio César, sofreu o empate, voltou a ficar na frente com Rafael Moura, levou nova igualdade e entrou nos minutos finais ainda sem a vaga garantida.
Foi então que Fred apareceu decisivamente. O camisa 9 marcou o terceiro gol e, aos 43 minutos do segundo tempo, converteu um pênalti que decretou a vitória por 4 a 2 e a classificação histórica do Tricolor às oitavas de final da Libertadores.
A atuação de superação daquele elenco e consolidou ainda mais a identidade do “Time de Guerreiros”, criada durante a arrancada contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro de 2009.
Crise atual relembra cenário vivido em 2011
O Fluminense tenta repetir nesta noite mais um capítulo heroico de sua história continental.
Além da obrigação de vencer o Deportivo La Guaira diante de um Maracanã que promete casa cheia, o clube acompanha de perto o duelo entre Bolívar e Independiente Rivadavia.
Curiosamente, o ambiente turbulento também lembra o vivido em 2011. Assim como Emerson Sheik foi afastado após polêmicas internas, o elenco tricolor voltou a viver dias agitados após as notícias envolvendo uma possível saída de Paulo Henrique Ganso.
Motivos para o torcedor acreditar
Maracanã lotado aumenta esperança tricolor
O primeiro fator de confiança está nas arquibancadas. O Maracanã deve receber mais de 45 mil torcedores, cenário que costuma fortalecer o desempenho do Fluminense em jogos decisivos.
Independiente Rivadavia ainda tem objetivos na competição
Mesmo já tendo liberado o atacante Alex Arce para a seleção do Paraguai, o Independiente Rivadavia segue motivado para terminar a fase de grupos entre os primeiros colocados, o que garantiria vantagens de decidir em casa no mata-mata.
Bolívar sem a altitude de La Paz
Outro fator importante é que o Bolívar não atuará na altitude de La Paz. Por questões de uma ebulição políticas na Bolívia, a partida será disputada em Santa Cruz de la Sierra, cidade localizada praticamente ao nível do mar, diminuindo uma das maiores armas dos bolivianos.
Onde assistir
Fluminense FC e Deportivo La Guaira se enfrentam nesta quarta-feira (27), às 21h30 (de Brasília), no Maracanã.
A partida terá transmissão da ESPN Brasil e da TV Globo na TV aberta. A FluTV e canais especializados no clube transmitem o confronto em áudio pelo YouTube.
Fontes: Fluminense/GE
Redigido com IA
Foto destaque: Fred e Marquinhos Comemoram (Reprodução/Fluminense.com.br)




