
Coritiba arrancou um empate por 3 a 3 contra o Athletico no Atletiba e o técnico Fernando Seabra rebateu as duras críticas de Odair Hellmann, negando antijogo e questionando critérios da arbitragem após a expulsão de Breno Lopes; Rodrigo Moledo salvou o Coxa com dois gols de bola parada nos acréscimos, inflando o clima entre as equipes na 27ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Atletiba termina em 3 a 3 e esquenta discussão entre treinadores
O clássico no Couto Pereira terminou em empate eletrizante e deixou mais do que pontos para ambas as torcidas: gerou atrito público entre os técnicos. Odair Hellmann criticou a postura dos jogadores do Coritiba, acusando provocações e comportamento excessivo. Fernando Seabra rebateu imediatamente, negando qualquer antijogo e apontando desempenho do time mesmo com um atleta a menos.
Seabra responde com firmeza e contenção
Seabra recusou o confronto direto, mas foi categórico ao defender seus jogadores: "Não teve antijogo nenhum. A gente teve mais posse de bola, mesmo com um a menos, tivemos mais finalização, mais chance de gol." O técnico destacou a reação tática e emocional do Coritiba após a expulsão de Breno Lopes ainda no primeiro tempo, usando a busca pelo empate como argumento contra as críticas rivais.
O jogo em si: expulsão, virada e reação nos acréscimos
Athletico chegou a vencer por 3 a 1 até os 46 minutos do segundo tempo, dominando parte do encontro. A expulsão de Breno Lopes mudou o panorama, e o Coritiba cresceu defensivamente e nas bolas paradas. Rodrigo Moledo apareceu duas vezes em lances de bola parada para empatar a partida, levantando a arquibancada e forçando o ponto fora de casa para o rival.

Reclamação com a arbitragem
Além de rebater Hellmann, Seabra criticou a atuação do árbitro Wagner Magalhães, questionando a disparidade na marcação de acréscimos: muito tempo adicionado no final do primeiro tempo e apenas seis minutos no fim do jogo, apesar de interrupções. A queixa sublinha um foco recorrente dos clubes sobre critérios e consistência da arbitragem em partidas decisivas.
Rodrigo Moledo brilha nos acréscimos e Coritiba empata em 3 a 3 com Athletico-PR
Análise: por que isso importa
O empate e as declarações revelam mais do que tensão isolada — expõem a rivalidade crescente e o impacto psicológico em um Campeonato Brasileiro encorpado. Seabra evitar confrontos diretos, mas defender publicamente a integridade do Coritiba, sinaliza intenção de manter controle do vestiário sem exacerbar a rivalidade. Já a crítica de Hellmann aponta pressão por disciplina e foco em momentos decisivos.
Possíveis desdobramentos
A repercussão pode influenciar como ambos os técnicos abordarão próximos clássicos: maior cobrança interna por postura e, possivelmente, advertências para evitar cartões e expulsões que comprometam resultados. Para o Campeonato Brasileiro, empates desse tipo valem tanto pelos pontos quanto pela moral — especialmente na reta final, quando cada vacilo pode pesar.
Próximos passos
Coritiba e Athletico voltam seus olhares para as rodadas seguintes do Brasileirão. A gestão dos níveis de tensão, a leitura da arbitragem e a eficiência em bolas paradas poderão ser determinantes. Mais do que o resultado, o Atletiba deixou claro que quem administrar melhor a cabeça dos jogadores sairá em vantagem nas próximas semanas.
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